terça-feira, 13 de maio de 2008

Migas com carne do alguidar

Lombo, entrecosto e toucinho (de porco alentejano)
Banha (igualmente do bicho acima referido)
Dentes de alho
Vinho branco
Massa de pimentão
Pão (de preferência com alguns dias)
Sal

Corta-se o lombo aos cubos grandes, o toucinho em falcas e o entrecosto aos bocados. Faz-se um piso de alho a que se adiciona a massa de pimentão, o sal grosso e a golada de vinho branco. Envolve-se muito bem a carne com esta massa e deixa-se a tomar gosto pelo menos durante um dia dentro de um alguidar. Processo este semelhante ao temperar e maturar da carne para os enchidos, daí o nome de carne do alguidar.

Numa frigideira, na qual previamente se deitou uma colher de banha, fritam-se as carnes juntamente o restos da massa em lume brando. Depois de fatiar o pão, acama-se em recipiente à parte, vertendo-lhe por cima água quente de forma a ensopá-lo. Abafa-se um pouco.

Num tacho, de preferência de barro, deita-se o pingo coado da fritura da carne e o pão húmido. No lume igualmente brando, com uma colher de pau, vão-se batendo e enrolando as migas. Estas vão paulatinamente secando até ficarem em bola.

Serve-se numa travessa com as migas ao centro e a carne frita disposta em redor. Pode-se acompanhar e enfeitar com azeitonas, rabanetes ou rodelas de rábano.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Para o enjoo

Água ferrosa - Introduzir várias vezes um ferro incandescente em 1 litro de água.
- Ferver 1 litro de água com um punhado de pregos oxidados.
Deixar repousar durante 24 horas e decantar.
Tomar 2 a 4 chávenas diárias como remédio para o enjoo.

modesto contributo




domingo, 11 de maio de 2008

Os craques dos karts....

... and the winner is...
Não era suposto ser o Fula?!?!
Fulita e Vilo Pery




































Phonix, já não tenho idade pra isto...








































sábado, 10 de maio de 2008

Fomos poucos, mas bons...

Foi giro!

Gostei de ver gente que não via há muitos anos.

Foi engraçado ver em pista pais, filhos, tios e sobrinhos. Filhos lá dentro e pais cá fora, também houve!

O bafatense vencedor nunca lá tinha andado (grande prova!).

O Goa foi o 2º mais rápido em pista (grande andamento!).

O Barão da Bolama depois de ter ameaçado não aguentar o tempo todo, fez uma boa prova e até ganhou uma nova vida para não me deixar passar durante uma volta completa que por curiosidade até era a última... ehehehehe

O Goíto andou muito bem.

O Xai Xai teve uma estreia bem acima da média. Lastrado por natureza e desconhecendo o funcionamento/reacções daquelas coisas, esteve sempre na dele e espero que se tenha divertido.

O Moçamedes, o gajo mais fustigado no briefing, andou por lá a lavrar umas terras...

Espero que o Bengas se tenha divertido.

O Fulita acabou à frente do pai.

O Vilo Pery teve grande e importante claque.

O Fula, que fez as suas duas melhores voltas nos treinos em 48.207 e 48.209, diferença entre voltas que não é para todos, decidiu fazer uma pausa durante a prova. Uma vez que isto foi desorganizado para ti, espero que te tenhas divertido.

O Carioca Verde, o gajo mais penalizado em lastro natural, ficou mal disposto e só fez 14 voltas.

O Maralhitas, o caçula da coisa, só fez 10 voltas. Espero que não tenha sido por nada de anormal que se tenha passado em pista e que se tenha divertido durante os 25 minutos que andou lá dentro.










terça-feira, 6 de maio de 2008

Azeitonas ao volante!

Em contagem decrescente para o I Grande Vrrum do Olival, ainda há lugar a inscrições para quem quiser participar… pronunciem-se aqui.

A pedido de várias famílias, está confirmada uma corrida de...








... para o dia 10 de Maio (Sábado), às 11h30.


O local escolhido e reservado foi este:


















Cumprindo as regras de trânsito, coisa que até deve estar sempre presente, fica a aprox. 25 min. dos Olivais, no Campera (Carregado).

Quem já experimentou, sabe que é engraçado e quem nunca teve contacto com aquele tipo de coisas, é capaz de ficar a gostar... ou não!
Uma vez que a coisa está marcada/reservada e requer o mínimo de desorganização, para quem estiver interessado em marcar presença, é favor dizer qualquer coisa por aqui...

domingo, 4 de maio de 2008

varejadora de olivas


sexta-feira, 2 de maio de 2008

summer on the rock´s

A  PEDIDO DA ORGANIZAÇÃO, AQUI VAI:


Caros Amigos

Mais um sonho!

Isto de acreditar que os sonhos só valem... se acontecerem de facto, leva-nos a desafios verdadeiramente 2000iónicos! Ou não...

Sonhámos que o Back to Crazy old Times se tinha atrevido pela primeira vez a sair do Autódromo... e rumado ao oceano mais próximo!
Sonhámos que os 3500 amigos que experimentaram ao vivo e a cores as 5 versões do Back to Crazy old Times, tinham massivamente resolvido, assumir de vez, o bom que é...
Getting Back Crazy... to Old Times!
Sonhámos que juntar 2001 amigos num grande espaço junto ao mar, já perto do Verão e debaixo de uma brisa cálida e rockeira, seria uma conquista memorável!
Sonhámos que a Fortaleza de Cascais assumiria —desta vez— um papel, não só de defesa, mas de CONQUISTA!

Ao acharem que este é um sonho que vale a pena conquistar, sintam-se convidados a participar na primeiríssima Limited Edition Party:
summer on the rock´s
Fortaleza de Cascais
31 de Maio de 2008
22:22 h

Inscrições Limitadas a: 2001 convidados
Necessitamos das vossas rapidíssimas confirmações "on the rock's" para este endereço de e-mail:

Veiculem este desafio aos vossos amigos mais próximos.
Todos as confirmações deverão estar afectas a um nome e a um endereço de email, para que façam parte integrante do 2001 magic number.

Saiba mais em:
http://www.youtube.com/watch?v=9xTkqnsF0y0
ou em:
http://www.youtube.com/watch?v=4Cg-SOofH9Q

Abreijos on the rock's!

A Equipa summer on the Rock's:

Vasco Valença de Sousa

Luisa Morais

Miguel D'Orey

segunda-feira, 28 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O falhanço do golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974

Faz de conta...

Memórias de um período revolucionário (1978)


(Amanhã não estou por ‘cá’ pois devo-me a um compromisso gastronómico de 3 dias, e hoje pouco estou já que me (re)parto pelos afazeres da profissão, por isso peço que me desculpem de comemorar o 25 de Abril a repetir-me com texto nada novo repescado daqui … mas não queria deixá-lo sem nada. Até porque, seguramente, seja de que lado o olhemos, o 25 de Abril fará sempre parte das memórias dos Olivais. E já agora, destas fará parte o Chico, meu inseparável companheiro de infância.)



Não que eu fosse do outro lado, que nem podia com esses outros de samarras e sapato afunilado. Basicamente era do contra, embora naquela altura quem fosse do contra fosse obrigatoriamente dos outros. Mas eu nunca fui, nunca fui de nenhum, o que era uma forma de ser um bocadinho de todos. E por ali andava nas meias águas liberais, disponível assim para ganhar uns cobres a colar cartazes de diferentes cores, que nisso também havia ideologia, pelo menos para um miúdo de 15 anos. Mas daqueles não gostava, achava-os bárbaros.


Desde o tempo do Pinheiro de Azevedo a gritar “O Povo é sereno. O povo é sereno”. E a turba louca em direcção à rua augusta, pouco importada com o que ele dizia, com o que ele dissera, com as ovações que lhe dedicara antes, e depois a voltar em cavalgada, a fugir dos gases lacrimogéneos que a barravam lá do lado norte. “O Povo é sereno, o Povo é sereno”, e naquela catadupa a caírem, espezinhados, perdidos uns dos outros, agora todos em trote na direcção do rio, e ali sereno só o meu pai abrigando-nos aos dois junto da estátua do D. José, que “isto já passa, fiquem aqui perto de mim”. E a multidão a trocar o passo, que dos lados do rio são agora os disparos da G3 da COPCON, e eles em magote a retrocederem, e o baque inevitável dos que ainda iam com os que já voltavam, e o Pinheiro de Azevedo a continuar “O Povo é sereno, o povo é sereno”. Foi por aí que deixei de gostar deles.


E depois foi lá por Chelas também, lá onde se construía um bairro novo e para onde nós partíamos a fazer passar a tarde. Era a fase da expropriação das casas, e todos os dias mais um novo episódio, quase sempre o mesmo, que seguíamos com um voyeurismo cinematográfico. O “fascista, fascista”, e este a fugir, esgazeado e aos tropeções “no ai acudam-me que sou pai de família”, de cabeça a sangrar e a cara distorcida do pânico enquanto se finca ao varão do autocarro de porta atrás. E o povo impaciente, que o fascista partiu e deixou ficar "tudo que agora é nosso", e agora guerreando-se já pelo condomínio a ocupar, e o militante da LCI(?), a tentar arbitrar, que “camaradas, há-de chegar para todos, não sejamos como eles”, e depois a recuar hesitante, com a reacção daquela gente, que tão logo se tentava o tirar-lhes da habitação que ainda agora lhes tinha sido devida da acção do povo. E de vez a vez a tropa, chaimites, uns tiros de G3 para o ar, rapazes de bochechas coradas, aquietados, apenas a fazerem-se notar, a subir o queixo para aquela gente toda, não pelas razões que travavam, mas apenas pelo fulgor da juventude. E as mocitas a acercarem-se deles, se podiam subir, “suba menina, suba, e então também vai ficar a viver por aqui?”. E a multidão a virar-se de súbito para os lados do rio que parece que por ali anda outro, “fascistas, fascistas, a construírem andares com o dinheiro do povo”, e já mais famílias a perguntarem onde, agora sem o militante da LCI que afinal também não era flor que se cheirasse. E eu não gostava daquela mole de razões, bruta, exaltada, ladroeira.



Era contra, mas não era dos outros. O Chico era, eu era apenas do contra. E a pintura do Lenine, enorme, ali todos os dias a ocupar a fachada do prédio dos professores, a rir para nós com a careca minuciosamente pintada de reflexos luzidios, e hoje, assim noite escura, e a lata de tinta que até nos lembrámos haver em casa dele. E agora a fugir pela azinhaga, e aquele tipo barbudo e enorme, “mas como pode um gordo destes correr assim tanto”, mas nós sendo dois e quase gémeos nos instintos de tanta malandrice a fazer-nos cada um derivar para o seu lado. Foi ao Chico, que só podia apanhar um. E depois aquela gente toda enrubescida, a gritarem-lhe “puto de um cabrão, fascista de merda, ficas aí até isso sair tudo”. E ele lá no cima das escadas a limpar o enorme borrão branco com a sua própria camisa, de tronco nu vergado de vergonha, minúsculo na gritaria daquele bando enraivecido, e um deles, mais perto de mim, estranhando e a interrogar-me “e tu puto, porque estás a chorar, é teu amigo não?” e eu mudo, apenas esperando que o Chico descesse, pouco me importando já com eles, com a revolução e com o careca pintado na parede. E depois os dois a voltarmos para a rua, já sem Lenine, emudecidos, a darmos as costas ao tempo, ansiando para que a distância se fizesse, até crescermos e eles envelhecerem e por lá (naquele dia) ficarem, até a revolução voltar a ser outra vez uma coisa boa.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Objectores de Consciência


Desfilando na Avenida da Liberdade, algures em 81. Falta aqui o Apicultor, de um pequeno grupo de objectores e objectoras de consciência dos Olivais. Apresentámos praça no DRM de Setúbal. Na altura temia-se o pior. Aliás, na altura, agitava-se o papão do pior para que a objecção ficasse o mais possível circunscrita a algumas confissões religiosas.