quinta-feira, 4 de outubro de 2007

como um clube ..

.... grande era a terra , muitas as gentes, o que era , o que foi, espalhado em ilhas de vida que ainda e para sempre flutuam, longe umas, de volta outras, mas as mesmas que um dia nos receberam quando, nadando pela vida, aprendemos a parar e descansar num bocado de gente nossa, o mesmo cheiro, musica e vontades, a mesma loucura e ansiedade de ter e conhecer ... de partir e recomeçar, de gritar quem éramos nós, de olhar e perceber ... E tantos eram os mundos ... foi a p .. da loucura, o rebentar da liberdade, do antes e depois, longe foram sem saber como voltar, ou ficaram sem saber ... não havia como escapar, foi dar, ter e tirar, crescer, gritar, descobrir e morrer, voltar e partir .... muito que rimos, escondidos chorámos .... e fomos e fomos, guardámos o vale e o tó, o cheira, os candeeiros, a piscina e os viveiros, o dom dinis e o maracangalha, tanta escada ,tanto muro, tanta gente que aquela terra entranhou, tanta vida ali começou ... tanta gente que nunca acabou !
Está lá hoja a terra ... aqui hoje as caras ! Como um clube... de poetas vivos !

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Vénia a um amigo, dos....

...Olivais. Percorrendo a 2ª circular, decidi fazer um raid rápido (10 min. à Benfica - entendes, Bafatá?) de reconhecimento ao local onde, excepção feita a fugazes passagens e a um velório recente, não voltava há muitos anos. Já cá não tenho família e quanto a amizades, têm a tecla de pause premida. Vindo da Av. da Bola com creme, dei ao cloro a direita e rasguei alcatrão pela Cidade de Luanda acima . Chegado a este ponto, passo a apresentar o meu parceiro de reconhecimento um pequeno Daewoo encarnado (à Benfica - entendes, Bafatá?) singela homenagem à aproximação das duas Coreias ocorrida hoje. Não ouvi muito bem a notícia, mas parece-me que era a Coreia de transmissão e a Coreia da ventoinha. Bom, também não importa porque o Eng. mecânico está desaparecido (deste espaço já moribundo) e não podemos confirmar. A propósito, agradeço o desaparecimento porque estes Da Vinci da blogagem intimidam-me. Eles escrevem, eles desenham, eles tocam, eles são letras, são números. Fico esmagado. E tudo em excelente nível. E não assisti à intervenção sobre "A Modernização tecnológica e a aquisição de competências internas - um caso prático de Formação/Acção no sector Metalomecânico", mesmo assim fico a saber que ...em muitos casos, o que falta nas empresas não são os equipamentos modernos ou o software. O que parece estar em falta é a capacidade de fazer uso desses equipamentos... Tudo isto para introduzir o momento emoção do raid. Fiz a aproximação da Rua do óleocunda em ritmo quase parado e lá estava ele, o barracame castanho do descendente do fundador de Luanda. Só uma coisa me interessava. Confirmar que ainda deambulava no ar, envolta em nevoeiro de oregãos, pelo menos uma nota, da Lola dos The Kinks (...walk like a woman, talk like a man...). Realmente ainda por lá estavam algumas, mas vim a saber pelas porteiras (eu cá sou de alcoviteirices) que o homem da roda dentada em forma de flor, tinha pegado numa Lola sua vizinha e com alguns destroços de obras vizinhas construiu barraca lá para os lados de Xabregas.
Tantas letras e itálicos para afirmar: Não tenho jazigo, para velhas amizades....

Limpar ferrugem


Cortar uma cebola em metades e esfregar. A ferrugem sairá com facilidade. Quando a cebola estiver suja, cortar uma rodela fina e continuar a esfregar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A varanda


...se aquela varanda pudesse contar histórias!

domingo, 30 de setembro de 2007

Abrir o pano... ou como um olivalense perde os "três" nesta coisa dos blogues.

O Beira já me enviou o convite. Estou sózinho. Levanto-me da cadeira no 2º balcão. Desço as escadas até aos bastidores. Abro a porta. Entro. Estou sózinho. Quero abrir a cortina e pisar o palco. Estremeço. É a primeira vez. Dispo-me? Mascaro-me? Não tenho a lírica, a épica, ou a poética do Fula ou do João Belo. Procuro inspiração na TV. Kelly Slater, Bobby Martinez & friends, estão ocupados. Vamos a ele. Procuro a abertura e abro, trémulo, o pano. Estou sózinho. Ah! e a música? Não sentem necessidade? Descobri recentemente um acustico MTV da Gal Costa (eu que até embirrava com a personagem - preconceito contra mulheres feias) com músicas à "flor da pele". Acompanha-me. Já não estou tão sózinho.

Já agora e enquanto não começa o GP do Japão...


A Av. Marechal Gomes da Costa era um bocado diferente, certo?


Conheço um gajo que morou neste prédio, em que no 3º andar, havia um puto que se fartava de berrar...


O prédio do Tapia, em construção!


A futura Rua Cidade de Bafatá!


O prédio das "bananas"!

Já faltou mais para começar o G.P. do Japão...





© pm

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Cascas de batata




Podem utilizar-se como sementes as cascas de batatas com 3 a 4 cm e com grelos de 3 a 4 mm. O terreno deve estar bem adubado.






quinta-feira, 27 de setembro de 2007

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Umas e meias da tarde

Olho a foto que a Rapariga da Província colocou aqui e fico especado diante daquela mancha de realidade. A verdade é que vim ao blogue enquanto tenho que fazer um compasso de espera para a recepção de um documento de trabalho e assim, fico a marcar passo diante do êcran. O preto e branco da foto, que pode ter sido apenas o resultado da sua passagem por algum programa de edição de imagem, interpela-me. Tenho uma amiga que tem a mesma paixão que eu, embora ela lhe seja mais fiel: todos os dias o seu ofício é conservar e classificar as pequenas peliculas fotográficas do espólio de uma fundação que tem um património de imagens vastissímo. No caso desta imagem não a reconheço de todo e por isso não tenho aquela tentação de tentar perceber onde é que já vi aquela cara. É claro que os brincos e a blusa, poderiam ter os indícios de uma marca temporal, mas a verdade é que hoje absorvemos todos os estilos de época e o anacronismo das nossas actuais modas despistar-me-ía. Há algo no entanto que me perturba como se me quisesse contar uma pequena história (e deus sabe o que eu faço por uma história, seja ela qual for): o relógio de parede. Tudo o resto no enquadramento parece que tem a disposição de querer apagar as pistas. O olhar de lado, entre a pose, a surpresa, os braços cruzados, o sorriso hesitante, o próprio ângulo da casa. Excepto o relógio. O relógio é afirmativo, eloquente. Uma e meia. Seria uma e meia da tarde? Ou uma e meia da madrugada? De imediato deixo a foto e começo a pensar nas umas e meias nos Olivais. Quando penso nas umas e meias nos Olivais divido-me logo entre as umas e meias da tarde e as umas e meias da noite e cada uma delas me leva para uma viagem no tempo diferente. As umas e meias da noite nas ruas dos Olivais eram o território do vazio, da desolação, excepto à entrada de alguns prédios onde se juntavam os jovens e adolescentes, perto dos cafés fechados, e é a memória, como falava o PVG, da falta de ofertas culturais e de diversão de um bairro que a partir das dez horas (e isto no Verão) adormecia no seu embalo entediado. Não, prefiro as umas e meias da tarde, embora o exercício do recordeio vá mais atrás, quando vinhamos da escola e tinhamos a tarde livre para as nossas aventuras. Almoçava, ainda em família, ás vezes ainda com o meu pai, e depois santa vadiagem. Ir buscar a bicicleta à arrecadação, juntar amigos, fazer equipas, deixarmo-nos estar, ali, parados. Surtidas ao vale de silêncio. As fugas. O regresso à escola já não para as aulas, para flirtar, cravar um cigarro, esperarmos amigos, conhecidos ou simplesmente companheiros ocasionais do muro do pátio. As umas e meia da tarde, quando o sol varia mais forte, amolecendo o espírito. Paro. O que é que isto tem de tão especial? Em todas as ruas de todos os bairros de todas as cidades de todos os países de todos os mundos devem haver memórias de adolescências trincadas pelo sol, pelo vazio, pelo saboreio do não fazer nada. O que é que as minhas umas e meias da tarde têm assim de especial para além de serem minhas e de eu não as poder dispensar para contar uma pequena história, a minha ? A pergunta leva dentro o engano que a trai: parece que eu só as deveria contar se elas tivessem algo de especial. E não. Não existe nenhum dever na narração. Eu quero contá-las porque elas, mesmo sendo umas banais e vulgares umas e meias da tarde, me reconstituem enquanto história. Enquanto possibilidade de uma história. E quero contá-las assim, como se fosse um jogo de esconde-esconde. Com o mesmo decifrar e o mesmo apagar das pistas que tem a fotografia da rapariga da província que me entreteve neste compasso de espera em que aguardei a chegada de um documento.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

escritório !!



... provavelmente a sobrevoar os Olivais ! E com nativos lá dentro !!!

A vida continua...



...e descobri este índio que não me parece do Cambodja.
(ou deveria ser Kampuchea?)

Será que o autor ainda se lembra dele?

...

Já que ninguém se acusa eu digo:
É do Barão!
(ele é que era o especialista das coboiádas!)
(gostava da Comanche e desenhava apaches!)