terça-feira, 6 de maio de 2008

Azeitonas ao volante!

Em contagem decrescente para o I Grande Vrrum do Olival, ainda há lugar a inscrições para quem quiser participar… pronunciem-se aqui.

A pedido de várias famílias, está confirmada uma corrida de...








... para o dia 10 de Maio (Sábado), às 11h30.


O local escolhido e reservado foi este:


















Cumprindo as regras de trânsito, coisa que até deve estar sempre presente, fica a aprox. 25 min. dos Olivais, no Campera (Carregado).

Quem já experimentou, sabe que é engraçado e quem nunca teve contacto com aquele tipo de coisas, é capaz de ficar a gostar... ou não!
Uma vez que a coisa está marcada/reservada e requer o mínimo de desorganização, para quem estiver interessado em marcar presença, é favor dizer qualquer coisa por aqui...

domingo, 4 de maio de 2008

varejadora de olivas


sexta-feira, 2 de maio de 2008

summer on the rock´s

A  PEDIDO DA ORGANIZAÇÃO, AQUI VAI:


Caros Amigos

Mais um sonho!

Isto de acreditar que os sonhos só valem... se acontecerem de facto, leva-nos a desafios verdadeiramente 2000iónicos! Ou não...

Sonhámos que o Back to Crazy old Times se tinha atrevido pela primeira vez a sair do Autódromo... e rumado ao oceano mais próximo!
Sonhámos que os 3500 amigos que experimentaram ao vivo e a cores as 5 versões do Back to Crazy old Times, tinham massivamente resolvido, assumir de vez, o bom que é...
Getting Back Crazy... to Old Times!
Sonhámos que juntar 2001 amigos num grande espaço junto ao mar, já perto do Verão e debaixo de uma brisa cálida e rockeira, seria uma conquista memorável!
Sonhámos que a Fortaleza de Cascais assumiria —desta vez— um papel, não só de defesa, mas de CONQUISTA!

Ao acharem que este é um sonho que vale a pena conquistar, sintam-se convidados a participar na primeiríssima Limited Edition Party:
summer on the rock´s
Fortaleza de Cascais
31 de Maio de 2008
22:22 h

Inscrições Limitadas a: 2001 convidados
Necessitamos das vossas rapidíssimas confirmações "on the rock's" para este endereço de e-mail:

Veiculem este desafio aos vossos amigos mais próximos.
Todos as confirmações deverão estar afectas a um nome e a um endereço de email, para que façam parte integrante do 2001 magic number.

Saiba mais em:
http://www.youtube.com/watch?v=9xTkqnsF0y0
ou em:
http://www.youtube.com/watch?v=4Cg-SOofH9Q

Abreijos on the rock's!

A Equipa summer on the Rock's:

Vasco Valença de Sousa

Luisa Morais

Miguel D'Orey

segunda-feira, 28 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O falhanço do golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974

Faz de conta...

Memórias de um período revolucionário (1978)


(Amanhã não estou por ‘cá’ pois devo-me a um compromisso gastronómico de 3 dias, e hoje pouco estou já que me (re)parto pelos afazeres da profissão, por isso peço que me desculpem de comemorar o 25 de Abril a repetir-me com texto nada novo repescado daqui … mas não queria deixá-lo sem nada. Até porque, seguramente, seja de que lado o olhemos, o 25 de Abril fará sempre parte das memórias dos Olivais. E já agora, destas fará parte o Chico, meu inseparável companheiro de infância.)



Não que eu fosse do outro lado, que nem podia com esses outros de samarras e sapato afunilado. Basicamente era do contra, embora naquela altura quem fosse do contra fosse obrigatoriamente dos outros. Mas eu nunca fui, nunca fui de nenhum, o que era uma forma de ser um bocadinho de todos. E por ali andava nas meias águas liberais, disponível assim para ganhar uns cobres a colar cartazes de diferentes cores, que nisso também havia ideologia, pelo menos para um miúdo de 15 anos. Mas daqueles não gostava, achava-os bárbaros.


Desde o tempo do Pinheiro de Azevedo a gritar “O Povo é sereno. O povo é sereno”. E a turba louca em direcção à rua augusta, pouco importada com o que ele dizia, com o que ele dissera, com as ovações que lhe dedicara antes, e depois a voltar em cavalgada, a fugir dos gases lacrimogéneos que a barravam lá do lado norte. “O Povo é sereno, o Povo é sereno”, e naquela catadupa a caírem, espezinhados, perdidos uns dos outros, agora todos em trote na direcção do rio, e ali sereno só o meu pai abrigando-nos aos dois junto da estátua do D. José, que “isto já passa, fiquem aqui perto de mim”. E a multidão a trocar o passo, que dos lados do rio são agora os disparos da G3 da COPCON, e eles em magote a retrocederem, e o baque inevitável dos que ainda iam com os que já voltavam, e o Pinheiro de Azevedo a continuar “O Povo é sereno, o povo é sereno”. Foi por aí que deixei de gostar deles.


E depois foi lá por Chelas também, lá onde se construía um bairro novo e para onde nós partíamos a fazer passar a tarde. Era a fase da expropriação das casas, e todos os dias mais um novo episódio, quase sempre o mesmo, que seguíamos com um voyeurismo cinematográfico. O “fascista, fascista”, e este a fugir, esgazeado e aos tropeções “no ai acudam-me que sou pai de família”, de cabeça a sangrar e a cara distorcida do pânico enquanto se finca ao varão do autocarro de porta atrás. E o povo impaciente, que o fascista partiu e deixou ficar "tudo que agora é nosso", e agora guerreando-se já pelo condomínio a ocupar, e o militante da LCI(?), a tentar arbitrar, que “camaradas, há-de chegar para todos, não sejamos como eles”, e depois a recuar hesitante, com a reacção daquela gente, que tão logo se tentava o tirar-lhes da habitação que ainda agora lhes tinha sido devida da acção do povo. E de vez a vez a tropa, chaimites, uns tiros de G3 para o ar, rapazes de bochechas coradas, aquietados, apenas a fazerem-se notar, a subir o queixo para aquela gente toda, não pelas razões que travavam, mas apenas pelo fulgor da juventude. E as mocitas a acercarem-se deles, se podiam subir, “suba menina, suba, e então também vai ficar a viver por aqui?”. E a multidão a virar-se de súbito para os lados do rio que parece que por ali anda outro, “fascistas, fascistas, a construírem andares com o dinheiro do povo”, e já mais famílias a perguntarem onde, agora sem o militante da LCI que afinal também não era flor que se cheirasse. E eu não gostava daquela mole de razões, bruta, exaltada, ladroeira.



Era contra, mas não era dos outros. O Chico era, eu era apenas do contra. E a pintura do Lenine, enorme, ali todos os dias a ocupar a fachada do prédio dos professores, a rir para nós com a careca minuciosamente pintada de reflexos luzidios, e hoje, assim noite escura, e a lata de tinta que até nos lembrámos haver em casa dele. E agora a fugir pela azinhaga, e aquele tipo barbudo e enorme, “mas como pode um gordo destes correr assim tanto”, mas nós sendo dois e quase gémeos nos instintos de tanta malandrice a fazer-nos cada um derivar para o seu lado. Foi ao Chico, que só podia apanhar um. E depois aquela gente toda enrubescida, a gritarem-lhe “puto de um cabrão, fascista de merda, ficas aí até isso sair tudo”. E ele lá no cima das escadas a limpar o enorme borrão branco com a sua própria camisa, de tronco nu vergado de vergonha, minúsculo na gritaria daquele bando enraivecido, e um deles, mais perto de mim, estranhando e a interrogar-me “e tu puto, porque estás a chorar, é teu amigo não?” e eu mudo, apenas esperando que o Chico descesse, pouco me importando já com eles, com a revolução e com o careca pintado na parede. E depois os dois a voltarmos para a rua, já sem Lenine, emudecidos, a darmos as costas ao tempo, ansiando para que a distância se fizesse, até crescermos e eles envelhecerem e por lá (naquele dia) ficarem, até a revolução voltar a ser outra vez uma coisa boa.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Objectores de Consciência


Desfilando na Avenida da Liberdade, algures em 81. Falta aqui o Apicultor, de um pequeno grupo de objectores e objectoras de consciência dos Olivais. Apresentámos praça no DRM de Setúbal. Na altura temia-se o pior. Aliás, na altura, agitava-se o papão do pior para que a objecção ficasse o mais possível circunscrita a algumas confissões religiosas.

Freak, o nosso cão





A Timor falou no nosso cão, a propósito do Freak. O Bolama disse que era o seu cão. O Benguela, a Timor e o Bolama salvaram-no do canil municipal. Nós fizémos um dia uma semana de greve ao Tó por causa dos pontapés com que um empregado do café o brindara. E traziamos-lhe restos. Devia tê-lo registado de outra forma, com mais dignidade, afinal vinte e tal anos depois vimos a descobrir que ele, o nosso Freak, como um fio invisível, nos ligava.

terça-feira, 22 de abril de 2008

quantos são? karte são?

e já repararam bem na cor do troféu que ali se ostenta? ah pois é ...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

post nº 623


O Cheira Mal



[imagem retocada pelo Beira]

Conta-me como foi


No onze inicial falta aqui o Fula, o Chico e o Kitos. E nem se fala das raparigas. Foi aqui que eu ganhei uma alcunha, Ai, que me acompanhou durante muito tempo.