quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

é só varejar a blogosfera

... e é vê-las cair !

mais uma azeitona,
mais um testemunho

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

que os destinos são apenas o território onde nos juntamos aos que connosco lá chegam


Este fim-de-semana fomos a Sevilha. Dia 1 de Dezembro (essa exaltação pátria do tareão com que despachámos aquela malta e enviámos o outro da varanda abaixo) não se afigura ser um dia muito oportuno para ir a terras de Espanha, mas a verdade é que lá os dias não estavam tão ásperos - pelo menos não choviam vendavais como retratavam as notícias que nos chegavam daqui de longe.

Sevilha é Sevilha e não haverá muito para acrescentar às tapas, ao tablao e à giralda que todos certamente já conhecemos. O que varia em Sevilha serão as companhias com que, de cada vez, a desfrutamos. Desta vez fomos com malta da nossa criação, todos gente daqui também, deste blog, pela mesma condição.

Esta Sevilha foi das melhores. Comentávamos os dois, eu e a minha olivalense, que nunca gente tão diferente parecerá tão igual. O Bengas espirrou um pouco, o Belo guia que nem um louco, o Xai não levava as notas de viagem completas mas, ainda assim, talvez pelas nossas companhias femininas, sublimes, passámos uns dias maravilhosos.









































por Fulacunda

artphoto (c) XaiXai

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

as longas tardes do bilas



















por Beira
A propósito do Urié (Arié, Sr Arié ou Bigó) , deixo uma fala de um texto dramático que evocava este personagem (e também o Ai-Ai). A peça na sua totalidade nunca foi levada à cena mas uma parte, "Urié e Rouxinol, uma história de amor", foi representada, por mim e pela Rosário Figueiral, com encenação de Jorge António (e participação ao vivo do saxofonista João Cabrita) no salão da Igreja Nova dos Olivais. Deixo-o com um desafio aos ases do pincel que por aqui andam: uma ilustração com um dos nossos mais célebres personagens, não vinha mesmo a calhar? Ou sobre o Ai-Ai?

3ª Cena
Urié parte o seu “carro” *



(Urié entra com a árvore. Acelera. Deixa o motor ir abaixo. Empurra a árvore)


Urié A-ora é q' é!(Empurrou novamente a árvore. Dá balanço. Movimentou a perna como se tivesse a dar ao pedal de uma motoreta. O motor começou a trabalhar. Rouxinol riu-se. Ele interrompeu o barulho e voltou-se para ela) Esta-ermo! Por ausa de i eixei o vum-vum i abacho! Nã osso alar e con-uzir ao memo empo! Hã!Hã! Ensas o ê?! O mo-mo -or é a-ui ( bateu com a palma da mão na garganta). É a-ui! A-ora empu- a co-igo! (Rouxinol empurrou-a a ele e ele empurrou o ramo. O motor começou a trabalhar) Vum-Vum! A-da! ‘Alta cá a entro! (Rouxinol sentou-se no ramo. Deram dois ou três passos e o ramo partiu-se) E-a! E-a! E-a! T-agou-se! Tá t-agado! Abes uanto ustou u-a áquina estas! Sto é u-a á-vo-e! Se ou a-ancar ais á-vo-es ó ale ou p-eso! Ou p-eso! O uarda á m' a-isou!(Rouxinol afastou-se, ele agarrou no ramo partido) O eu ca-o! (virou-se para Rouxinol) Ão abe o é um ca-o! Isica sê oisa gande! (Atirou o pau fora) Ma-ia da g-andeza! Ma-ia da g-andeza! Ma-ia de oisa g-ande ! (Deu de caras com um caixote de lixo, dos verdes, com rodinhas) Ó á! O á! (Correu para ele. Agarra na tampa. Fecha-a. Abre-a. Fecha-a) Tem ca-ô ! Tem ca-ô e o-ta ba-agens! Ganda ca-o! (Dançou desajeitadamente. Rouxinol que estava escondida apareceu e começou aos berros de alegria. Deitou o caixote do lixo no chão) G-anda omba! G-anda omba! A-ece memo um ca-o a sé-io! (Mirou-o, alargando os braços como se estivesse a tirar-lhe as medidas. Foi buscar um papel de jornal. Tirou uns pedaços e colou-os com cuspo na parte da frente do caixote simulando faróis) Té dá pá á-dá á oite! (Olhou para Rouxinol) Éres ár uma ólta! U-a g-anda ólta? (Rouxinol concorda e vai a entrar no carro) E-ra!E-ra! Nã ode er a-im! Em he er omo o inema! (Esticou-lhe o braço e com o maior dos cavalheirismos ela entrou para dentro. Depois fechou a tampa.) E-u-ra-te! ( Rouxinol não conseguiu estar lá dentro com o cheirete do caixote do lixo. Abre a tampa) À êm! É o eiro de er ovo! Ab-e a ca-ota!

(Deambulam pelo espaço. A luz dirige-se à casa na árvore, ao piso superior)

3ª cena (tradução)
Urié
Agora é que é!(Empurrou novamente a árvore. Dá balanço. Movimentou a perna como se tivesse a dar ao pedal de uma motoreta. O motor começou a trabalhar. Rouxinol riu-se. Ele interrompeu o barulho e voltou-se para ela) Estafermo! Por tua causa deixei brum-brum ir abaixo! Não posso falar e conduzir ao memo tempo! Hã! Hã! Pensas o quê?! O motor é aqui ( bateu com a palma da mão na garganta). É aqui! Agora empurra comigo! (Rouxinol empurrou-a a ele e ele empurrou o ramo. O motor começou a trabalhar) Brum-Brum! Anda! Salta cá para dentro! (Rouxinol sentou-se no ramo. Deram dois ou três passos e o ramo partiu-se) Ena! Ena! Ena! Estragou-se! Está estragado! Sabes quanto custou uma máquina destas! Isto é uma árvore! Se vou arrancar mais árvores ao Vale vou preso! Vou preso! O guarda já me avisou!(Rouxinol afastou-se, ele agarrou no ramo partido) O meu carro! (virou-se para Rouxinol) Não sabe o que é um carro! Precisa ser coisa grande! (Atirou o pau fora) Mania da grandeza! Mania da grandeza! Mania de coisa grande ! (Deu de caras com um caixote de lixo, dos verdes, com rodinhas) Olá! Olá! (Correu para ele. Agarra na tampa. Fecha-a. Abre-a. Fecha-a) Tem capô ! Tem capô e porta bagagens! Grande carro! (Dançou desajeitadamente. Rouxinol que estava escondida apareceu e começou aos berros de alegria. Deitou o caixote do lixo no chão) Grande bomba! Grande bomba! Parece mesmo um carro a sério! (Mirou-o, alargando os braços como se estivesse a tirar-lhe as medidas. Foi buscar um papel de jornal. Tirou uns pedaços e colou-os com cuspo na parte da frente do caixote (que está deitado, portanto a parte inferior) simulando faróis) Até dá para andar à noite! (Olhou para Rouxinol) Queres dar uma volta! Uma grande volta? (Rouxinol disse que sim e vai a entrar no carro) Entra! Entra! Não pode ser assim! Tem que ser como no cinema!(Esticou-lhe o braço e com o maior dos cavalheirismos ela entrou para dentro. Depois fechou a tampa.) Segura-te! ( Rouxinol não conseguiu estar lá dentro com o cheirete do caixote do lixo. Abre a tampa) Está bem! É o cheiro de ser novo! Abre a capota!

* Excerto da peça "É para os putos que não querem comer a sopa".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"as longas tardes do guelas (versão maria correia)"



Já se falou aqui na palavra berlinde? Ou essa palavra era apenas de meninas? As meninas jogavam ao berlinde e os meninos ao guelas, seria isto? Lembro-me de ter sacos de berlindes em casa, mas, de facto, não jogávamos muito com eles, o nossso grupo de meninas...por vezes, dava alguns aos amigos meninos...lembro-me de um amigo ter cobiçado um «abafador» esverdeado...já não me recordo se lho dei ou apenas emprestei. Talvez o tenha trocado por um livro do Tio Patinhas...fazia colecção e nunca me fez mal nenhum ler aquilo tudo, por muito mal que se diga daquilo hoje em dia. Lá ia comprá-los ao Tó, religiosamente, sempre que aparecia um novo, isto ainda antes da fase Tintin...Nós andávamos mais a brincar à apanhada, a saltar ao elástico, àquele jogo que se tinha de saltar ao pé coxinho entre uns quadrados, atirando uma pedra...como se chamava isso? Ah, à macaca, recordou-me há pouco o/a Rua Cidade da Beira... ainda fui do tempo dos bailes de roda, mas isso era mais no recreio da escola, e claro, cantávamos «oliverinha da serra, que o vento leva a flor»...também nos divertíamos imenso a brincar às escondidas, à cabra-cega, aqui os rapazes também entravam....e brinquei muitas vezes «aos índios e aos cowboys», numa fase em que os rapazes eram a maioria do grupo. Subíamos árvores e saltávamos muros e depois veio a fase das bicicletas... e dos trambolhões. Ainda hoje tenho uma ferida de guerra, de um dia que caí da bicicleta e me estatelei no chão. O joelho sangrou até mais não, mas fui a correr para casa e escondi aquilo com medo que nunca mais me deixassem andar de bicicleta. Curei-me sozinha com ajuda de mercurocromo e alcool; hoje em dia, usar-se-ia betadine...a sensação de correr os Olivais de bicicleta, na Primavera, na altura em que o bairro era bairro e amplo e livre e havia espaço e não havia carros e, ao longe, se via um grupo de «bandidos», mas que evitávamos circulando imediatamente por outro lado, a sensação enorme de liberdade que tínhamos ao descer por aqueles arruamentos inclinados ( a subir lá ajudavam as mudanças) rodeados de arvoredo e flores e casas onde sabíamos ali mora a Ana, ali o Jorge, acolá a Zita, lá vive o Zé...e...olha aquele senhor que anda sempre com um ramo de árvore atrás dele, já não me recordo como lhe chamávamos, e, olha, ali está o homem dos nogás...era tudo nosso, nesses dias, o ar, o céu, as ruas livres, a cabra-cega, o jogo do mata, as correrias, os berlindes, os guelas...felizmente que as recordações ainda não foram «abafadas» por algum bandido da vida, daqueles maus, mesmo...

27 de Novembro de 2008 15:59

Maria Correia

terça-feira, 25 de novembro de 2008

as longas tardes do guelas (versão bafatá)

Leio o Fula e o Xaixai à volta deste tema redondo, leio o Johny Belo à volta de outro e ganho a certeza de que passar aqui é lufada, de ar fresco e vida, passada e trazida, contada, vivida e dividida.

Pois quanto aos 'guelas' , e suas subdivisões em ' esferas, cebolas, abafadores, estrelas, azeitonas ... todos eles parentes próximos do guelas povo, o tal, o de plástico, simples em sua beleza e cor, os comprados na drogaria de cheiro a 'crio' ou os saídos em rebuçado de tostão, que obrigavam a partir a seta e raspar a redondez da coisa .. ocupante estatístico de tanta saca atada à presilha de rotos calções' .. pois quanto a isso, e à meia-piras, piras e mata, mais a 'santinha' e a 'pedida' que tantos nos levavam, momentos e guelas, tantas nos traziam, importâncias e volume na saca ... os guelas que disputavam às caricas o amor do dono, da sua gula pela 'jihad' , guerra santa, de meninos e ruas, guelas, bolas pequenas, mais tarde trocadas e aprendidas a chutar em balizas de pedra da 'santinha', num chutar saudável de braços e murros no ar, de Maracangalhas inventados e eternizados em cicatrizes de golos gritados. Guelas, elas, manguelas, jolas e não jelas, e gajas e motas, ou seria ganjas ? ou guelanzas .. por onde saltámos mesmo da piras para a mata ? E porque nesses buracos escavámos e guardámos para sempre o ar de quem se é dos Olivais ... e tanto que assim deve ser, que Fulas e Xai's nos trouxeram partes do livro ... daquele tal, de azeitonas que não morrem nunca em braços de sua Oliveira ?


por Bafatá

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

mais uma oliveira


© nuno fonseca

... com ondas hertzianas

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

as longas tardes do "guelas" (versão xai-xai)

[entre o comentário e o post, balancei]

dou comigo surpreso e a magicar como é que o diabo da minha memória, tão fugaz e desvanecida, me proporciona por vezes, elementos tão claros sobre certos assuntos.

vem isto a propósito do magnífico (deves-me um aperitivo), terno (deves-me um jantar) e muito bem escrito (deves-me um digestivo) texto do fula sobre "guelas".

1 metro quadrado de terra, 3 pequenas covas equidistantes e estava pronto o terreno de jogo.
“marralhões!!!”
“últimos!!!”
“penúltimos!!!”

- berrava-se quase em simultâneo para definir a ordem dos jogadores.

começavam aqui, os primeiros calores da discussão permanente que eram os jogos de guelas. saltavam as primeiras “orvalhadas” que antecediam as ofensas aos progenitores.

iniciava-se o jogo, e a sequência implacável:
primeira, segunda, terceira, piras, meia-piras e matas.

elemento essencial da técnica do jogo, era o palmo.
a partir do local onde se encontrava o bilas media-se um palmo e daí era lançado.
aqui normalmente, os ânimos acendiam-se.

MANGUEIRUÇA!!! - gritava-se invariavelmente sempre que alguém esticava a mão de forma a imitar o homem-elástico.
havia grandes especialistas no arrastar do dedo mindinho, que servia de apoio ao palmo. normalmente saltavam mais uns impropérios, umas referências à castidade das mães e até ocasionalmente uma ou outra “carga de ombro”.

A "SANTINHA"
penso que já aqui referi anteriormente, uma variante de jogo com guelas e que pratiquei na eugénio dos santos da av. de roma, onde fiz o 1º e 2º ano do ciclo.
a "santinha".
nos canteiros redondos das árvores, colocava-se uma pasta da escola a servir de rampa em direcção ao seu interior.


cada jogador lançava um guelas que deslizava pela pasta e parava na terra. o primeiro que tocasse num dos guelas estacionados, "abafava" todos e ganhava.

por vezes acumulavam-se por sortilégio do terreno dezenas de bilas e quem ganhava ia com o saco bem pesado.

passámos centenas e centenas de intervalos a jogar à "santinha".
certamente que o mano velho da timor se recorda.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

converseta


© pampam

Anónimo hb disse...

um café e uma água, se faz favor.


oliveira disse...

o senhor disse mesmo "uma fé e um cagaço"?

Domingo de Novembro

Viemos ver a avó nos Olivais. Depois, caía a noite, apeteceu-me descer até ao Centro Comercial. Passámos pela Escola Básica 2+3 dos Olivais, a minha antiga Damião de Góis.
- Esta foi a primeira escola onde eu andei quando viemos para Lisboa.
-E era assim?
- Não. Eram filas de barracões. Quando chegarmos a casa vou-te mostrar as fotografias da escola (no Olivesaria, claro!).
E continuamos a andar, enquanto lhe falo dos lugares onde brincava. As vivendas onde moravam os primos da Bafatá. Há uma espécie de passagem de testemunho que nem o é. Testemunho de quê? Eu tinha quase o tamanho dele, os Olivais eram enormes, o contraste com a paisagem campestre, aquele lugarejo de onde se avistava o grande convento, ele pergunta-me olhando o grande centro comercial,
isto tudo já cá estava também?
não, isto veio depois, olha, ainda estão a construir.
há pouco, quando saímos de casa passámos pelas tijoleiras, muitos carros parados à frente - onde estão os polidores de esquinas agora?, pergunto-me, era sempre com um pouco de receio que enchía o passo em direcção ao ezequiel - dei conta da quantidade de anos que vivemos entretanto, construimos as nossas casas, criámos os nossos filhos, eu durante muitos anos não envelheci, mantinha, apesar de algum cansaço, do desgaste do tabaco, aquela capacidade de fechar os olhos e de fazer um raccord directo a qualquer zona do passado, agora não, agora já não vou lá, falta-me o fôlego, sei que vivi por aqui mas isso é quase que uma história, uma ficção, que construí e conto a mim mesmo, ainda há pouco ao descer no elevador cruzei-me com a teresa do marco, abri o sorriso meio automaticamente e depois percebi quem era, eu já não a devia ver há uns vinte anos, não conheço nenhuma das pessoas que agora passeia cães na cidade João Belo e isso diz tudo, os donos dos cães são uma marca resiliente ao esquecimento, já ao dobrar das tijoleiras, cruzo-me com a mãe da margarida e do diogo, olá, boa noite, digo eu jovialmente, ela não me reconhece, sauda-me rapidamente, está escuro, apercebo-me que os olivais têm o tamanho da mobilidade e da segurança de cada um, para a minha mãe os olivais também são enormes, estou entre dois lugares, os olivais da minha mãe, da casa materna, e os olivais que eu vou mostrando ao meu filho enquanto lhe digo, olha era aqui que o pai fazia isto, ou aquilo. Não há luz no rés do chão da praceta aleixo-corte real, penso, antes de entrar no centro e de me apagar eu próprio na luminosidade forte do festim das lojas, do compra-compra.

as longas tardes do 'guelas'

As mochilas ficavam no hall de entrada e de passagem rasgávamos três ou quatro carcaças que besuntávamos com manteiga e borrifávamos com milo e açúcar. Depois saíamos em passo apressado para só voltar à hora da janta. As horas passavam-se lentas mas os dias corriam velozes. É curioso, não me lembro de em nenhuma dessas infinitas tardes do ano ter chovido, de alguém se ter sumido, de ouvir dizer que o mundo estava avariado, não me lembro de arrelia maior que não fosse perder mais que 5 ‘olhos de boi’ a jogar ao guelas. Não sei precisamente quando se foram abrindo as cortinas para o mundo do lado de fora da nossa rua, mas agora, olhando para trás, irei admitir que terá sido quando passei o saco de berlindes ao meu irmão mais novo. Por essa altura provavelmente já teria aparecido o tulicreme e as tardes já se faziam sentadas numas escadas enrolando uns bonés e esfumaçando argumentações encaloradas. O mundo ter-se-á aí desvendado, opulento, até ameaçador, quando começámos a brincar aos ‘pontos de vista’ e as nossas discussões devanearam para questões bem menos concretas do que o número de berlindes que cada um tinha ganho. Foi por essa altura que mais ganhei e perdi amigos. Ainda assim só muito mais tarde vim a perceber que os amigos para toda a vida nem sempre são aqueles que nos calham em pequeninos, mas aqueles que encontramos ao longo da vida como se tivessem estado à nossa espera desde pequeninos. É também verdade que, por coincidência ou não, uns serão frequentemente os outros, mas isso terá sido da importância desse tempo infinito a esgatanhar a terra que passámos com eles, acocorados, a jogar ao guelas.

por Fulacunda

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

mea culpa

- é sempre benéfico para quem toma decisões contar com aqueles que de forma descomprometida nos questionam e nos apresentam perspectivas diversas da nossa.

- é igualmente benéfico haver quem tome decisões.

vem isto a propósito da modificação operada no modelo de funcionamento deste blogue e que foi patrocinada pelo desodorizante "IMPULSE".


em comparação grosseira, foi como se um náufrago se estivesse a afundar e num ímpeto redentor três "maduros" bem intencionados lhe tivessem "saltado em cima", com todo o voluntarismo é certo mas, quase afundando-o.

felizmente, os amigos não lhes viraram as costas e dispuseram-se a colaborar.


demonstrando apreço pelo "náufrago" e pelos nadadores salvadores, disseram: - "vamos para terra e todos juntos decidimos como o vamos salvar!"

fazendo um inevitável mea culpa sobre a forma como este processo foi iniciado, desafiamos todos os que não consideram o assunto Olivais esgotado, que produzam colaboração no sentido de encontrarmos uma fórmula de funcionamento compatível com o objectivo de manter este espaço vivo e operante. A possibilidade de manutenção de uma conta própria parece-nos um bom exemplo de melhoria a acrescentar a este modelo em construção.

a equipa de manutenção

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Nota Editorial

Este blogue atingiu a maioridade e passará doravante a funcionar de forma mais aberta. A participação, através do contributo de fotos ou de textos, deixará de estar confinada aos autores registados, para se estender a todos quanto queiram participar no mesmo. Por essa razão, passará a haver uma única conta no blogue, a ser administrada, por agora, de forma partilhada pelo Fulacunda, pelo Benguela e pelo Xaixai.

A todos os autores que têm vindo a colaborar neste blogue, e àqueles que se espera venham a engrossar as fileiras destas memórias pede-se que doravante enviem os vossos contributos para o email
olivamos@hotmail.com os quais serão tão breve quanto possível afixados. Deverão nessa circunstância assinar os mesmos ou declarar expressamente a intenção de anonimato.

Contamos convosco.