quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tertúlia às Voltas na FBP - sábado,12 abril, 15 horas .. bute lá ?


Com a participação do nosso próximo convidado nas sessões da Tertúlia, o projecto dá mais um passo significativo na sua consolidação. Se até aqui foram apresentados e debatidos trabalhos únicos (uma biografia, uma compilação de crónicas), a obra de Carlos Vale Ferraz, que conta com a publicação de vários títulos, expande-se também ao argumento cinematográfico, abrindo-se desta forma um vasto campo temático de assuntos de possível debate. Para os menos atentos tentarei enumerar a seguir alguns dos temas mais representativos. 1- A Guerra Colonial e a instituição militar.Em virtude da sua actividade profissional (Oficial do Exército Português), Carlos Vale Ferraz dedica vários livros seus à actividade da guerra, ao modo como os homens nela se comportam ou transfiguram, ou à forma como ela os marcou para uma vida inteira. (“Soldadó”,” ASP de Passo Trocado”,” Os Lobos Não Usam Coleira”)2- A interminável ligação ao continente africano. A forma como o olhar do nosso inconsciente colectivo, em virtude de 5 séculos de ligação permanente, nunca se fechou, antes se foi transmutando ao longo da História. 3- A Escrita para cinema. A Relação entre o discurso literário e o discurso fílmico.Na sequência do êxito alcançado pelos seus livros, Carlos Vale Ferraz fez já várias incursões no mundo do cinema. O seu romance Os Lobos não usam Coleira foi adaptado para o filme de António Pedro Vasconcelos OS IMORTAIS. Foi autor do argumento do filme PORTUGAL SA de Ruy Guerra. Colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme CAPITÃES DE ABRIL. É autor do guião da série televisiva REGRESSO A SIZALINDA, baseada no seu mais recente romance, “Fala-me de África”.4- Literatura Portuguesa.Tem uma posição muito interessante em relação à literatura que se faz em Portugal quando opõe os conceitos entre um discurso erudito, exercício de estilo e, por outro lado, aquela literatura narrativa, que conta histórias…Eis aqui alguns dos possíveis objectos de discussão na próxima tertúlia. Espero sinceramente que possam comparecer, e que gostem do resultado final. Pela nossa parte tudo faremos para que assim seja. Até lá.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Pouca terra, pouca terra, uuUuuUuuU.......


O passeio a Belver foi alterado para dia 19 de Abril. Venham, é giro, já o fiz no sábado passado na inauguração da "Carruagem Aventura" da CP. Pode ser que dê para dar um pulinho até Hendaye...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Comboios de uma vida


Proponho uma alternativa ao passeio a Belver, não sei qual o preço, mas em 1983 era uns enormes 13.500$00 (InterRail) e, sem ter a certeza de passar a fronteira em Hendaye que os Francius não queriam nada connosco (nem na CEE estávamos). Acrescia ainda o facto de termos que andar a fugir do Pica espanhol que queria cobrar um suplemento expresso para o qual ninguém estava interessado em gastar os seus parcos recursos.

Ah! Mas a chegada a França valia tudo, era o estrangeiro à séria, ruas limpas tudo com um ar organizado, uma língua verdadeiramente estrangeira, fiquei deslumbrado do cimo dos meus dezassete anos em que só conhecia Espanha.
Depois de Hendaye foi um mundo que se abriu, nunca mais fiquei o mesmo, a vontade e urgência em sair deste jardim à beira mar plantado todos os anos era irresistível. O Sud era uma porta para o mundo, a experiência total.

nota: esta placa abifeia de uma carruagem em Stª. Apólonia, é original

domingo, 6 de abril de 2008

Estes irmãos Baltazar não eram do bairro?

sábado, 5 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Passeio a Belver de comboio e almoço no Restaurante "Quinta do belo Ver", dia 12 de Abril, sábado.

Nesta região o prato típico é a Lampreia, mas como nem todos gostam há muito mais opções, como o Sável frito com açorda e o ensopado de borrego.

Partimos da Estação do Oriente às 9:55 e chegamos a Belver às 12:50, daí seguimos num transfer até ao restaurante onde poderemos encher a pança por 21,50€ com um belo buffet (sem Lampreia) e 29.50€ (com Lampreia) com uma mesa de enchidos, mesa de queijos, um prato de peixe, prato de carne, sobremesas, cafés e bebidas incluídas.

Crianças até aos 4 anos é grátis
Crianças dos 4 aos 14 anos pagam 10€

Logo a seguir ao almoço podemos fazer uma visita gratuita até ao Castelo de Belver para digerir o almoço e o regresso fica marcado para as 19:27 com chegada a Lisboa às 22:11.

O bilhete do comboio é 13,30 Adulto, crianças e + de 65 pagam apenas 7€ (Ida e volta)

Os bilhetes de comboio têm que ser pagos com 3 dias de antecedência e o almoço é pago no local, por isso mafifestem-se os interessados...(mais tarde darei o nº de conta para depositarem o $ do comboio).

Estes preços só são possíveis por se tratar de um grupo, pelo que se não houver no mínimo 10 pessoas, o passeio não se realiza.

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Joni Carioca: a new kid in town.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pró Xai...




S E N S A C I O N A L !

A administração deste blog acabou de receber uma proposta milionária para a compra do título.

Como foi o mais novo do Fulacunda a inventar o nome não sabemos se devemos aceitar essa proposta sem lhe oferecer pelo menos um rebuçado.

Qual é a vossa opinião?
? ? ?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Chego de férias e o que vejo...

o “animador da Trindade” animou uma bel(o)a ideia;
o “agitador do paralelo 26” agitou ! (desta vez, os sentidos);
o “barraca 33 da Rua 2” falou de mulheres o que é sempre muito positivo;
e no entanto,
quem brilhou verdadeiramente foi o grande “Benguela”,
ao “abrir a janela e fotografar (a) ESCOLA”.
sim! “a” ESCOLA! o laboratório para alguns escolhidos,
era uma escola tão excepcional
que me “ofereci” para repetir o 4º ano (fazia parte da experiência)…
tão excepcional que a registaram com o nome do maior poeta português que não necessitou de molhar manuscritos, nem perder metade do aparelho ocular por causa de uma mulher, para ser grande...


E este “fórum da calçada” está tão animado que até o desenhador escreve. Resta esperar que o escritor “poste” um desenho…
E como não pode ser tudo bom, temos as ausências que teimam, pergunto como a Timor:
Bafatá, esses “passarões” não descem?
Não merecemos a tua presença?
Estás armado em “novo rico” das artes (just a joke…)?
Venham de lá as tuas memórias, é uma ordem !!!

O rapaz que mordia...

. . .
Em Março de 1978 estava a descobrir uns Olivais novos, mais negros e fascinantes que os anteriores.

Tinha chegado à primeira divisão da vida escolar depois de ter andado pelas secções de Chelas e Prodac do D.Dinis.

No ano lectivo anterior já estava no D.Dinis mas de tarde. Era assim uma espécie de limbo. Chegava às aulas quando os da manhã estavam a sair e as manhãs para pouco serviam.

No final desse ano lectivo, quando chegou o verão (de 1977) uma mudança fundamental aconteceu.
Os meus amigos tinham ido de férias e eu sózinho sem saber o que fazer.
Não me lembro muito bem como se passou essa mudança mas penso que um dia me cruzei com o A. que ia com os P. e acabei por me ir encontrando todos os dias com eles que sempre tinham estado ali mesmo ao lado e com quem tinha jogado muitas vezes à bola no maracangalha e que tinham seguido a vida por outra encruzilhada.

Depois os outros regressaram de férias e quando chegaram estava eu com estes novos amigos a conversar.
Olharam-me de lado como se nestas coisas das amizades houvesse algum exclusivo. Começaram a combinar saídas e encontros sem me incluir. Um dia fui a casa de um deles, estavam a preparar-se para sair e lá me disseram para os acompanhar. Tinham um novo grupo e bastou-me um quarto de hora para perceber que não fazia parte dele.
Tinha descoberto que os meus amigos dos últimos 3 anos já não eram os meus amigos.

Tinham feito tudo para me sentir desconfortável.
Os novos amigos faziam tudo para me sentir integrado.

Entretanto Setembro foi-se aproximando do fim.
Todos os dias conhecia pessoas novas.
Os Olivais tinham-se tornado enormes.

As aulas começaram e todos os fins-de-semana havia festas. Umas vezes no S. Marcos outras numa garagem das vivendas da Vila Fontes.
A caminho dessas festas parávamos no Tó para abastecer. Um "sumarino" para o caminho.
O rapaz que mordia tomadas eléctricas tinha-se tornado no amigo inseparável.
Movia-se com elegância nesse novo mundo.
Conhecia toda a gente e toda a gente o conhecia nessas festas cheias de caras novas e de música nova. Nova para mim.
O "Peter Frampton Comes Alive" era um sucesso.
Os Boney M. eram o máximo. Lembro-me de os ouvir em casa das M's, as 3 irmãs do prédio dos coronéis, ou seria dos generais?, ali mesmo ao lado d'A Tosta.
A vida cantada pela Grace Jones era em tons de rosa.
O "New Kid in Town" dos Eagles parecia escrito para mim.

Em casa do Nuno ouvia-se o "Love You Live" dos Stones. E foi aí que também vimos na televisão o concerto deles em Paris "Aux Abattoirs".




(não estavam à espera que colocasse o ras-ras-Rasputine, pois não...)

Esse concerto na tv marcou-me muito mais que o disco.


Foi neste período que conheci o Xai-Xai, o Fulacunda, a Vila Pery, o Bafatá, o Draivimpe, a Timor e mais alguns dos que por aqui circulam. O Bolama ainda estava nos distritais mas não demorou muito a chegar ao nosso campeonato.

No liceu os outros, os antigos amigos, olhavam-me de longe e deviam pensar "coitado, está a estudar para delinquente e está a sair-se bem."

Eu estava-me nas tintas para eles.
Esta nova vida era muito mais interessante que a anterior.

Na minha turma estavam o S. e o S.. O primeiro excelente aluno mas sempre pronto para "o putedo", o segundo, sombra do primeiro, gostava de armar confusão. Nunca havia um momento de tédio ao lado daqueles dois. O Bafatá era de outra turma mas nos intervalos juntávamo-nos todos.

O ano foi decorrendo cada vez mais animado.

As tardes sem aulas tornavam os dias mais longos.
Os intervalos dos Viveiros passaram a fazer parte desses dias e os "flippers" também. E uns lanches n'A Tosta.

No Carnaval fui até Vilamoura. Com os F. mas como havia uma regata o S. também lá estava e foi aí que conheci o Rio. Estavam no melhor hotel da cidade e tudo servia para "fazer putedo". Eram umas atrás das outras e a imaginação era muita. Uma noite acabaram por colocar todas as cadeiras e mesas da esplanada dentro da piscina.
Parece que estava mesmo a estudar para delinquente...

E assim cheguei a Março de 1978.
Foi um mês quente e foi quando apareceram os "skates" e outras caras e cada vez mais maluquices para fazer.

As festas passaram para o Penta e para o Fénix e cada vez mais gente rodava à minha volta.
Algumas coisas começaram a ser "pesadas" demais e tive de começar a ser mais criterioso na escolha das pessoas com quem andava.
Os erros servem para aprender e quem não aprende paga cara a lição.

Estes novos Olivais eram fascinantes e perigosos.

E tornavam-se cada vez mais perigosos.

Mas isso já foi depois de Março desse longínquo ano de 1978.

. . .

sábado, 29 de março de 2008


Nas tardes dos Viveiros na Primavera de 78? 8º ano, 13 anos, um poço de timidez desajustada, tão fundo poço que até afogou quase tudo da memória desse ano. Muito mais tarde haveria de recuperar como se me preenchendo, em incompetente regime de auto-construção própria entenda-se. Mas isso só uma mão-cheia de anos depois, algo até começado no ano seguinte, um 9º ano já mais desanuviado também por obra de uma turma mais enturmada e assim animando, fazendo libertar, mas tudo aquilo num passo a passo feito de passos muito pequeninos e tão lentos, assustados por vezes, aterrados tantas outras. Sei que naquele 8º ano tinha aulas de manhã e que era uma turma nova para mim onde resplandecia - em algumas disciplinas comuns - a beleza absoluta, longínqua como se de realeza mágica, coisa até divinal e por isso trituradora, devastadora, dolorosa, da Ana M. essa mesma que já em adulta passou a Ana C., então já algo humana presença. E com quem já voei transcontinentais por duas ou três vezes sem nunca lhe ter dito de tais memórias (e que a Lobita não as vá denunciar hoje, em reuniões de família ...) - acho que voltaria a corar, fenómeno que era, e continuou a ser nesses anos seguintes, o meu tenebroso dia-a-dia de então.

Mas é das tardes que querem relato, não desses trambolhões matinais. E estas eram eram passadas no futebol, ainda - sofrendo de quando em vez com as intromissões dos queques cagões da bolama, cheios de pulovers sidney e sapatinhos, a acharem-se muito importantes e crescidos, os sacanas, uns putos insuportáveis sempre com umas flausinas em torno deles, elas de calças apertadas nos joelhos e uns reis na barriga, a desprezarem os putos foleiros que jogavam à bola - não me esquecerei nunca do Tiago F. e do X. e doutros chegarem aliados ao Pimenta e à seita deste para nos roubar a bola. Nunca esqueci, nunca esquecerei - por acaso chegou o meu pai, tiveram que se refundir - mas isso talvez tenha sido um ou dois anos antes.

E foi nessa altura, no ano anterior ou nesse, que conheci o Mário W. (e foi o Abu, então ainda puto Zé, que nos apresentou e ainda me lembro dele à frente do "Canguru" a dizer com um sorriso "temos um novo amigo", e tivemos que o Mário era uma jóia), vizinho do prédio de cima, o do Zé Nuno Martins, esse onde de vez em quando aportava um "Cantor da Rádio". O Mário chegara da Guiné-Bissau para viver com a tia, a família passando um mau bocado por lá, detalhes que só alguns anos depois pude dele saber e entender, coisas das revoluções e dos horrores da família Cabral. O Mário era um amigo de mão-cheia - do qual perdi o contacto, estupidamente, pela minha inércia de termos subido para circuitos diferentes e dele ter avançado na biografia mais depressa, casado e trabalhando ainda eu andava numa tardia adolescência, e depois até enviuvando, ao que ouvi. Nessa época passávamos as tardes no quarto dele ouvindo música, uma fantástica iniciação ao "afro"- funky, disco (sim, disco), reggae, mais tarde até ska: sabia lá eu que estava a ouvir o Off The Wall, os Chic, Diana Ross, todo o Motown, tanta coisa que era aquilo tudo. Pois para mim que apenas conhecia, via os mais velhos e a rádio, o rock inglês e o rock progressivo, de todas aquelas novidades só o Marley era ícone, o resto apenas fabulosa música. Era um mundo novo que se abria, uma fabulosa discografia baseada num gosto tão diferente, tão mais burilado, tão mais rico, e um ritmo quente, diferente, como se outras coisas houvessem. Quase tudo era pertença do primo dele, um tipo mais velho, já nos vintes e tais e que veio a morrer novo, só depois percebi eu que da doença que entretanto chegou, coisas do como ele era. Música a deixar-nos sentir diferente também pela dança que ali aprendíamos, ainda que desajeitados de envergonhados, pois tanto o Mário nos dava "aulas" como a prima Z., um bom par de anos mais velha nos ensinava, com uma simpatia radiosa de fazer crescer os miudos.

Nisso já andava comigo o Organo, que mais tarde veio a ser "Úare", e ainda mais tarde "Nani" mas este mais para as amigas - um tipo que também não vejo para aí há uma década. E também um pouco o Pedro C., camarada que se afastou já bem mais tarde em corridas diferentes, tendo começado por emigrar para o Tosta. Desse grupo, ainda atreito ao estádio Marancagalha mas mais ou menos excluídos das sessões musicais, lembro o Chiquinho do prédio do Ambrósio, que tinha um riso contagioso mas ao qual as coisas não foram correndo nada bem logo desde tão cedo, e o Luís e o Manuel, os irmãos "parolos" como dizíamos, na maldade de então.

Nesses meses foi o começo do crescimento, uma coisa feita neste encerramento que aqui resmungo, entre os livros paternos, a colecção de bolso da RTP e a música a fazer-me assim. O primeiro single "Money", comprado no "Pão de Açúcar" e depois no início do ano o primeiro LP, "Animals" dos Floyd, 240 escudos comprados com 12 notas de 20, que era a semanada. O primeiro Dylan, "Desire" que tinha uma canção quase pop que falava de namoro nas praias tropicais chamada "Mozambique". O primeiro Genesis, "Wind and Wuthering". Em Julho, logo a seguir ao aniversário, já aulas terminadas, uma decisão que depois percebi como estruturante da minha vida: contado o dinheiro das prendas oscilei entre comprar um skate - como alguns queques tinham - e o duplo ao vivo "Love You Live" dos Stones. Hesitei, hesitei e fui ao Apolo 70 comprar o disco. Foi só por a tocar a "fanfarra para o homem comum" e perceber que o skate se fodesse. Dois meses antes, numa tarde sozinho em casa, roubara o primeiro SG Filtro da secretária do meu pai. Fumei-o à janela das traseiras, a olhar um Tejo muito longínquo. Um sabor que muito de vez em quando ainda me aparece - para aí há um ou dois anos regressou inopinadamente. Pode-me matar esta porra de vício. Mas então construíu-me.

74, 75 e 76 à experiência... depois António Arroio



(devia ser domingo, não se vê ninguém!)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Nomes...

Já agora, desculpem-me a ousadia... fui convidado para o blçogue há 3 meses, estou a escrever o terceiro post... devia ser expulso imediatamente!!!
E agora atrevo-me a escrever um por cima do outro...

Mas esta conversa das namoradas nos Viveiros, deixou-me aqui em pulgas...
Apeteceu-me lançar um desafio... sabe-se lá quem é que aqui pode vir ler.
Posso lembrar uns nomes, umas figuras?

A Maria José! lembras-te? Moravas em Moscavide, naquele prédio alto em frente ao campo do Olivais e Moscavide, onde estacionava o 10 e outros mais, de dois andares.
Estava tão loucamente apaixonado que te ia levar a casa no final das aulas, só para ir sentado contigo...
Deixavas-me dar-te um beijo, muito fugidio...

Eras tramada.
Fazias de forma genial aquele jogo da atracção, dando pontapés de coice quando me aproximava.

Tinhamos 13 anos.
Quantos homens maltrataste pela vida fora como fizeste comigo???
Desculpa, claro que te modificaste, eu apenas fui uma cobaia.


E tu Sílvia, sabes, ainda tenho fotografias tuas.
De uma excursão a Sesimbra, lembras-te? Usavas umas calças de bombasine brancas, uma blusa azul escuro. Sempre com aquele lindo sorriso!
Todos gostavam de ti... eu incluído!
Eu mudei de casa... nunca mais te vi!

E tu Alexandra? Eras uma ginasta como nunca vi!
Tinhas um corpo fenomenal, mas ninguém se aproximava de ti. Eras de gelo! Algo inatingível, a melhor aluna, a mais gira, a que tinha o corpo mais perfeito, mais sensual, a melhor em tudo... mas acho que nunca consegui falar contigo mais de um minuto seguido! Fugias de tudo e de todos? Que é feito de ti rapariga?

E Aquele borracho, linda, linda. Não me lembro do teu nome. Eras mais velha uns dois anos, ou 3... até te davas bem com a minha irmã. Moravas naqueles prédios brancos que estão hoje em frente ao Olivais Shopping...
Eu sonhava contigo! Via-te ao longe e sonhava, sonhava... olhavas para mim como quem olha para um puto... e eu era um puto mesmo...


E a prima do Paulo? O Paulo morava em Moscavide velho. Por trás do campo do Olivais e Moscavide. Nuns prédios. Tinha um Toyotta azul, e uma quinta lá para os lados de Mafra, acho!
Fui um dia com ele a um aniversário da família, e uma prima embeiçou para o meu lado. Apesar de gordinha era muito bonita, carinhosa e sabia de cor as letras das músicas que eu também cantarolava... deu-se uma química.
Um dia que nunca mais esqueci, nem sei o nome dela...


E a Mena?
Que doida. Namorava com um tipo mais velho, que trabalhava nas obras, e meteu na cabeça que haveria de namorar comigo! Naquela idade, quando uma rapariga quer, consegue!
Eras uma braza... lembras-te quando fomos para a Costa e fizemos nudismo e apareceu o Guarda do MAr e levou-nos a roupa!
Tivemos que mendigar...



Enfim... uns nomes...