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sábado, 1 de novembro de 2008

Por esses Olivais adentro, vamos


No outro dia quando fui visitar o meu manuvelho ao hospital e a meio do caminho comecei a chorar, sem outra razão que não fosse a de que desde que ele apanhou febre tifóide em pequeno um seu simples ataque de espirros me provoca transbordo da bolsa lacrimal, eu percebi que não há nenhuma tecnologia, nenhum upgrade de hard ou soft ware que me desligue da minha árvore, das minhas árvores, uma figueira e uma nogueira, as duas atreladas uma à outra. Não há duas sem três: também esta oliveira, por vezes carregada, outras mais vazia, onde nos (des) encontramos.

terça-feira, 18 de março de 2008


Mais inquéritos não!

segunda-feira, 3 de março de 2008

O post abaixo não é lamento pelo estado "festivo" em que vegeta o olivesaria ...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Por várias razões (e também bloguísticas) tenho andado fora daqui - alguma responsabilidade no silêncio que o Fulacunda lamenta. Mas há coisas penduradas: a discussão sobre o bairro que o João Belo animou - e discordo com o Fulacunda, acho perfeitamente actual falar sobre ... O problema é que o texto que ele aqui deixou é um tratado - de muita coisa, não só dos Olivais. Um tratado sociológico, político, de activismo cultural. Falar sobre ele exige tempo - está a faltar.


Depois há uma porrada no João Belo que não dei - sobre o "mandar bocas". Ou seja, sobre a censura de estilo, o espartilhar do registo de raciocínio. Aqui falta tempo mas acima de tudo dia de verve.


E há os Viveiros, que foram interrompidos.


Finalmente, como administrador. Onde estão os convidados para colaborarem? (Já nem falo de alguns caros co-bloguistas, expostos na coluna da esquerda, dos quais não há notícia)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Última Hora

Resolução nº 180/77, de 22 de Julho de 1977, transcrita no Diário da República, 22 Julho 1977 (núm. 168): Determina a cessação da intervenção do Estado na Draivimpe - Centro Técnico de Reparações, S. A. R. L.
Atendendo a esta recente disposição legal nada obsta, caro Draivimpe, a que encetes de imediato a tua participação, de pleno direito, nesta instituição colectiva de iniciativa privada sem fins lucrativos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008


Cada um olha o retrovisor como quer. E nele vê o que quer. No meu espelho só brilha isto, aquele voodoo feito, ali no templo que (também) era a Gruta do Venâncio, voodoo guia do então e do então para cá. As "paredes têm ouvidos"? Então pintemo-los e que se foda ... Sim, eu sei que é um botox. Mas quero seguir recauchutado.
Coisa de pro-Natal, cotovelos no balcão do Arcadas (o velho Tó, claro está), tudo ao bolo-rei e na visita aos velhos pais, quando ainda os há, carregados dos remorsos de já não se ser a fonte de problemas diários lá em casa. E, na moda do agora, olivesando. Já agora sobre o que dizer, do como dizer. Do cuidado com os textos escabrosos, dizem-me e eu cabeceio na anuência. Das opiniões de cada um sobre o que fazer. Mas nisto pouco há a acrescentar - ali a castanha chama-se caju, e é cara e bafienta, daí que se comem tiras de milho empacotadas e a cerveja não tem gás. Como desenvolver com este ambiente? Gente com registo diferente ligada por um velho bairro, alguns copos por vezes, e isto chega e de que maneira. Um perora sobre se é ou não diferente "conversar" ou "comunicar". Ele acha que sim, mas come tiras de milho empacotadas e bebe cerveja com pouco gás - e com aquele frio todo. De que interessa o que pensa um gajo com estes modos, resmungo enfastiado com este vizinho apesar de ter que o aturar.

Como vamos para o Natal repetem-se as cervejas, agora de garrafa, as putas das tiras de milho, e até chegarão alguns whiskies, sem soda claro, e também gente relapsa a olivesar, que não têm o registo próprio e isso assim, dizem. Como se este existisse. Insisto, o que me fica deste pre-natal olivesado é o aquilo dos textos escabrosos, assustarmos colaboradores, ferirmos susceptibilidades, espantarmos leitores. Enfim, esta merda de ser conspícuo geracional. Eu estou inocente, até aqui já pus a Bíblia e não era in-natal. Nisto ficou tarde, a "pastelaria" já quer fechar. Daí que, poucos, vamos para os caracóis, miserável sobrevivência do que in illo tempore evoluíu de "Mete Nojo" a "Pinto". Os caracóis, caralho, onde um gajo vai acabar a sua única noite de natal olivesada ... Vá lá que por lá ainda haverá um ou outro Ponderosa para apoiar um Bonanza desvalido com a idade, que não há reino que seja imortal e aquilo agora é uma merda de uma república de velhos. Ainda olivamos ali. No caminho, ali ao saudoso D. Rafael, cumprido que já foi o segundo de silêncio pelo velho Carregal, ainda pergunto nada escabroso se por acaso não haverá alguma brachola, até há, mas alguém se esquecerá de a representar naquele durante.
Afinal hei-de sair, pudera, que os dos caracóis já querem zarpar, assim para o trôpego. As grades dos maias são ainda verdes, mas esses maias foram espantados de vez, e não sei porquê, a casa de brasileiro antes de o ser está abandonada como sempre o esteve quando era algo, e depois foi lá um gajo dizer que era admirador do james eduardo de cook e alvega e tirou-nos aquilo, como se fossemos alemães, e do aquilo tudo fez o nada de hoje. Com as pontas dos dedos corro o gradeado como tantas vezes o terei feito, mas desisto, olho aquele vazio agora soturno e regresso na via do meu fiat, que há coisas que não são mais do que coincidências. Oscilo, e percebo que olivesei o que posso olivesar. "As coisas foram mudando", mais ou menos cantava um gajo dos velhos tempos - olivesa pouco, rapaz, diria ele hoje, e se calhar não está sozinho nessas lérias. Avanço então para a Rua, há luz em casa da Timor, do Xavi também, mais nada, mas não assobio a ninguém, seria escabroso repito-me ácido.
Subo, pé ante pé, não vá acordar os meus pais - e é só no corredor que me lembro que tenho lá também mulher e filha (já!?!?, ganda bandeira). Foda-se, por esta não esperava. Meia volta, abanco na sala em saudades dos tempos da nossa datcha, e assalto a garrafeira do pai António, esvazio-lhe o whisky velho - com um sentimento de culpa apesar de ter sido eu a comprá-lo. Depois, bem depois, um briol do caralho, vou pé ante pé, e nada escabroso, tirar fotografias ...


Ofertado à comunidade por a guy once known as Drinô, depositada na Gruta do Venâncio.