domingo, 30 de setembro de 2007





© pm

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Cascas de batata




Podem utilizar-se como sementes as cascas de batatas com 3 a 4 cm e com grelos de 3 a 4 mm. O terreno deve estar bem adubado.






quinta-feira, 27 de setembro de 2007

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Umas e meias da tarde

Olho a foto que a Rapariga da Província colocou aqui e fico especado diante daquela mancha de realidade. A verdade é que vim ao blogue enquanto tenho que fazer um compasso de espera para a recepção de um documento de trabalho e assim, fico a marcar passo diante do êcran. O preto e branco da foto, que pode ter sido apenas o resultado da sua passagem por algum programa de edição de imagem, interpela-me. Tenho uma amiga que tem a mesma paixão que eu, embora ela lhe seja mais fiel: todos os dias o seu ofício é conservar e classificar as pequenas peliculas fotográficas do espólio de uma fundação que tem um património de imagens vastissímo. No caso desta imagem não a reconheço de todo e por isso não tenho aquela tentação de tentar perceber onde é que já vi aquela cara. É claro que os brincos e a blusa, poderiam ter os indícios de uma marca temporal, mas a verdade é que hoje absorvemos todos os estilos de época e o anacronismo das nossas actuais modas despistar-me-ía. Há algo no entanto que me perturba como se me quisesse contar uma pequena história (e deus sabe o que eu faço por uma história, seja ela qual for): o relógio de parede. Tudo o resto no enquadramento parece que tem a disposição de querer apagar as pistas. O olhar de lado, entre a pose, a surpresa, os braços cruzados, o sorriso hesitante, o próprio ângulo da casa. Excepto o relógio. O relógio é afirmativo, eloquente. Uma e meia. Seria uma e meia da tarde? Ou uma e meia da madrugada? De imediato deixo a foto e começo a pensar nas umas e meias nos Olivais. Quando penso nas umas e meias nos Olivais divido-me logo entre as umas e meias da tarde e as umas e meias da noite e cada uma delas me leva para uma viagem no tempo diferente. As umas e meias da noite nas ruas dos Olivais eram o território do vazio, da desolação, excepto à entrada de alguns prédios onde se juntavam os jovens e adolescentes, perto dos cafés fechados, e é a memória, como falava o PVG, da falta de ofertas culturais e de diversão de um bairro que a partir das dez horas (e isto no Verão) adormecia no seu embalo entediado. Não, prefiro as umas e meias da tarde, embora o exercício do recordeio vá mais atrás, quando vinhamos da escola e tinhamos a tarde livre para as nossas aventuras. Almoçava, ainda em família, ás vezes ainda com o meu pai, e depois santa vadiagem. Ir buscar a bicicleta à arrecadação, juntar amigos, fazer equipas, deixarmo-nos estar, ali, parados. Surtidas ao vale de silêncio. As fugas. O regresso à escola já não para as aulas, para flirtar, cravar um cigarro, esperarmos amigos, conhecidos ou simplesmente companheiros ocasionais do muro do pátio. As umas e meia da tarde, quando o sol varia mais forte, amolecendo o espírito. Paro. O que é que isto tem de tão especial? Em todas as ruas de todos os bairros de todas as cidades de todos os países de todos os mundos devem haver memórias de adolescências trincadas pelo sol, pelo vazio, pelo saboreio do não fazer nada. O que é que as minhas umas e meias da tarde têm assim de especial para além de serem minhas e de eu não as poder dispensar para contar uma pequena história, a minha ? A pergunta leva dentro o engano que a trai: parece que eu só as deveria contar se elas tivessem algo de especial. E não. Não existe nenhum dever na narração. Eu quero contá-las porque elas, mesmo sendo umas banais e vulgares umas e meias da tarde, me reconstituem enquanto história. Enquanto possibilidade de uma história. E quero contá-las assim, como se fosse um jogo de esconde-esconde. Com o mesmo decifrar e o mesmo apagar das pistas que tem a fotografia da rapariga da província que me entreteve neste compasso de espera em que aguardei a chegada de um documento.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

escritório !!



... provavelmente a sobrevoar os Olivais ! E com nativos lá dentro !!!

A vida continua...



...e descobri este índio que não me parece do Cambodja.
(ou deveria ser Kampuchea?)

Será que o autor ainda se lembra dele?

...

Já que ninguém se acusa eu digo:
É do Barão!
(ele é que era o especialista das coboiádas!)
(gostava da Comanche e desenhava apaches!)

sábado, 22 de setembro de 2007

Um Gajo dos Olivais

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

farnel !!!

Olivalenses estimados:

Se vierem a Londres tragam farnel, espalhem o odor a pastelinhos de bacalhau no Hyde Park, lambuzem os dedos de um franguito de churrasco em frente ao Buckingham . Agora, entrar num qualquer restaurante sem ser inventado pelos Americas .... NUNCA, ou NEVER como por aqui dizem!

Dois steackzinhos, duas colas e duas + duas bolas de gelado = 50 £, ou melhor ... 75 euros ! Querem em contos !!! QUINZE!!!!

Tragam farnel ! Nao eh proibido e os bifes sempre ficam a saber de onde somos !!!

GM


Av. Marechal Gomes da Costa
Junho 1983

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

É para os putos que não querem comer a sopa! *


f



" O Ai-Ai era uma das alcunhas, porventura a mais generalizada de Ricardo Santos Carvalho, célebre reclamista e vendedor de esticolicas (rebuçados estreitos e compridos) que percorria Lisboa com os seus pregões. Era um homem delgado, franzino. A sua fraca compleição não o impedia de palmilhar Lisboa de uma ponta a outra, principalmente os bairros populares.
Um dos seus pregões mais conhecidos era o ´"É para os putos que não querem comer a sopa!" o que ajuda a compreender o perfil deste personagem castiço, dando-nos conta, quer da sua língua afiada, quer do modo como era considerado persona non grata por muitos pais que pretendiam evitar o contacto dos seus filhos com esta figura.

O certo é que ele , que vestia sempre de branco, arrastava atrás de si a miudagem, que tentava roubar-lhe os chupas e rebuçados. Assassinado, ao que consta vitima de um assalto que lhe foi fatal, e que terá rendido meia dúzia de tostões, o Ai-Ai não tinha paradeiro conhecido, embora alguns dos habitantes mais antigos ainda afiancem que ele vivia para os lados do Pote de Água (Rotunda do Aeroporto de Lisboa).

Há também a indicação de que ele participou numa revista no Teatro Apolo (a "Bolacha Americana", onde se representava a si próprio), que estreou nos primeiros dias que se seguiram ao armistício que, em Maio de 1945, assinalou o fim da 2ª Guerra Mundial, e onde tinha como parceiros de cena, entre outros, Costinha, Hermínia Silva e Carmencita.

Outro personagem, o Urié, também existe no bairro dos Olivais, em Lisboa. Há muito que trocou a árvore pelos autocarros, a Carris ofereceu-lhe uma farda (o seu passe vitalício). Também nunca mais foi visto a vender jornais (do dia anterior) na Rotunda do Aeroporto."



*[Em 1990, na sequência de um trabalho de animação teatral com um grupo de teatro da paróquia de Santa Maria dos Olivais, resultou um texto, "É para os Putos que não querem Comer a Sopa!", que venceu o 1º Premio de Textos de Teatro do 1º Concurso Cultura e Desenvolvimento, do Clube Português de Artes e Ideias e do Instituto da Juventude, cujo título glosava um dos pregões mais conhecidos do Ai-Ai. Do pórtico desse texto - com autorização do autor - retiro esta pequena informação sobre os personagens "reais" daquela peça.]

Rua

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Febre...



...de Sábado à Tardinha, no Brown's!

Primeiro a performance, digna de um Travolta.

Depois a desilusão de não levar a taça para casa.

. . .

Mas ainda restavam umas festas perto do PAV!

Bolhas de sabão

Saturar soda cáustica com ácido oleico. Diluir 2 g desta saturação em 8 dl de água destilada e deixar repousar 24 horas. Depois juntar 2,5 dl de glicerina e 2 ou 3 gotas de álcali. Logo que o líquido assente, decantar.
Gaijas giras


Passar pelos trabalhos do linho