quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Homenagem à Homenagem ao Caracol e outros textos ...
Com o devido respeito por muita da prosa aqui apresentada por escrevinhadores conterrâneos do mais alto gabarito, venho propor o acima homenageado, gentilmente elaborado e postado por um tal de João Belo, como um post a figurar na galeria dos notáveis deste espaço Olivalense/ista/ês !!!
E porquê ? Perguntar-me-ão !!!
Pelo momento em escrita retratado, pelo fundo que toca a empedernidos e secretos membros, pelo Sam também, pelo cabr ... do momento recapturado tantos anos depois ! E, não sendo pouco ... por quarenta e muitos comentários onde parece que estamos de volta aos muros e escadas, esquinas e cafés de cheiro ou não !! Para não falar de como num bairro inigualável se recebe uma Intrusa, se acultura a moça, se lhe dá os segredos de geografias peitorais e se faz com que troque uma manhã de pedagogias animais por uns caracóis e ou croissants, consoante se sente no principio ou no fim da Rua !
E que os Xais, Joões Belos, Fulacundas, Bafatás, Gorongosas, Benguelas, Intrusas, Lobitas, Raparigas que da Provincia provinham, Nanzas e Beiras se livrem de imaginar que esta secreta aglomeração os deixaria de perseguir em caso de omissão prolongada!!
E porquê ? Perguntar-me-ão !!!
Pelo momento em escrita retratado, pelo fundo que toca a empedernidos e secretos membros, pelo Sam também, pelo cabr ... do momento recapturado tantos anos depois ! E, não sendo pouco ... por quarenta e muitos comentários onde parece que estamos de volta aos muros e escadas, esquinas e cafés de cheiro ou não !! Para não falar de como num bairro inigualável se recebe uma Intrusa, se acultura a moça, se lhe dá os segredos de geografias peitorais e se faz com que troque uma manhã de pedagogias animais por uns caracóis e ou croissants, consoante se sente no principio ou no fim da Rua !
E que os Xais, Joões Belos, Fulacundas, Bafatás, Gorongosas, Benguelas, Intrusas, Lobitas, Raparigas que da Provincia provinham, Nanzas e Beiras se livrem de imaginar que esta secreta aglomeração os deixaria de perseguir em caso de omissão prolongada!!
À memória de Carlos Teixeira
No próximo sábado (dia 13-10-2007) faz um ano que o "Mano Velho" morreu.
Nesse dia a Cristina e os filhos mandam celebrar uma missa pelas 18h 30 na igreja antiga dos Olivais (Shopping).
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Homenagem ao Caracol e outros textos

Estávamos em 1980, nos Olivais, tinhamos dezasssete, dezoito anos. Não sei bem por onde começou a ideia de fazermos um jornal. Éramos do curso de Humanísticos, nos Viveiros, e tinhamos tido aulas com o Afonso Praça. Já nem me lembro do nome do jornal. Nem de toda a redacção. Era o nosso grupo de sempre, tinha de ser, inventávamo-nos em projectos para estarmos juntos mais um pouco. Lembro-me bem de duas peças do nosso jornal: uma reportagem sobre a antiga clínica do SAMS, quando ainda era só um prédio em construção, e o tempo que aquilo se arrastou e as pequenas tragédias que por lá ocorreram, e a outra era uma entrevista ao Sam (Samuel Azavey Torres de Carvalho, como encontrei aqui, na memória de um dos seus últimos médicos). Tinha sido eu a propor a entrevista porque na semana anterior o vira na televisão a ser entrevistado, já não sei por quem, e, ao contar uma pequena história alheia com a qual se cruzara, emocionar-se tanto que chorara. Aquilo impressionou-me, tocou-me, comoveu-me. Eu naquela altura tinha a cabeça cheia de fantasias, de devaneios, queria ser artista, escritor, actor, cá dentro esvoaçavam-me imagens de Paris dos anos vinte, o Quartier Latin, os retratos que Somerset Maughan pintara de Gaughin em Um Gosto e Seis Vinténs eram um lugar, um país, a minha pátria, não dormi na véspera , passei toda a noite em claro a matraquear as perguntas no teclado hcesar da Princess, a máquina de escrever do meu pai, eu tinha ficado responsável de de organizar a entrevista.
E no final escrevi um pequeno texto, falava de Gaughin, exorcizava esse artista vagabundo, que anda com a casa às costas, não sei, uma pepineira pretensiosa e lamechas sem garra nem talento mas com muito nervo, era aquilo que eu era essencialmente, um nervo agitado a escorrer-me dos dedos, dos olhos, sei lá de onde nos vem o desejo, o ânimo. Separei essa folha do guião da entrevista e dobrei-a, guardando-a no bolso. As outras distribui-as pelos meus amigos jornalistas.
Ainda me lembro do primeiro embate. A entrevista estava combinada para a parte da manhã. Ele estava no café do Tó. Nós ladeámos a cercania de ferro que protegia a zona dos ateliers, onde havia também uma cooperativa de consumo, e ele saltou por entre a cerca, havia uma falha de dois ou três varões. Abriu-nos a porta do atelier e entrámos no seu mundo mágico. Um expositor com bosta de boi, um relógio que andava ao contrário, uma mesa de criança, gigantesca, com cadeiras muito altas, que invertia o efeito com que vemos as nossas crianças, uma cadeira desnivelada que era uma alegoria ao Poder. E principalmente um lugar sensível, um lugar de desconstrução.
Recordo-me que ele estava à volta com um livro para o qual ainda não tinha título, só textos dispersos. Era o seu primeiro livro de textos, uma experiência inédita para ele. Leu-nos aliás alguns, ocorre-me um sobre um sapato. Eram textos irónicos, falando de coisas como se fossem gente. Era o mundo de uma criança. Naquele dia o Sam estava muito agitado. Tinha começado a fazer acupunctura para se libertar do vício do tabaco e aquilo tudo estava a custar-lhe muito. Mas recebeu-nos horas, na parte traseiro do atelier, com umas vidraças que davam para algo que se pareceria um jardim, já não me recordo bem. No final da entrevista eu ainda não tinha conseguido tirar o texto que tinha escrito para lhe dar. Tinha medo que os meus amigos me achassem rídiculo, pretensioso. Quando ía a sair verifiquei que ele tinha um daqueles quadros de cortiça para anotar e pregar coisas. Coloquei lá o texto, preso com um pionez. Chamava-se Homenagem ao Caracol. Nunca mais lhe falei nisso e conversámos bastantes vezes, eu começara a escrever para o DN Jovem e muitas vezes, à terça-feira, partilhava o seu jornal. Por vezes na mesa sentava-se o Listopad, que também lá escrevia e ele separava o DN Jovem, e perguntava-me se eu já tinha lido. O Listopad levantava os olhos do seu jornal e ele dizia-lhe, ele escreve aí. E claro, eu sentia-me inchado, artista, as terças feiras em que saíam textos meus eram os primeiros dias do resto da minha vida. Ou, noutra altura, levou-me até à sua escultura, que ficava ao lado do salão da Igreja velha e falou-me dela. Do modo como pretendia que ela fosse mais um ponto de onde se via o bairro do que algo para se ver. Que tinha cuidado de cada uma das perspectivas. É claro que nessa altura o mamaracho do Centro Comercial ainda não engolia tudo. Uns anos mais tarde, já ele tinha morrido, ao passar ao pé daqueles alfarrabistas que há ao pé do Martinho da Arcada, encontro numa banca de livros um título do Sam. Chamava-se Homenagem ao Caracol e outros textos. Estremeci por dentro, por fora. Encontrei lá os outros textos, história de um sapato e os outros que ele agrupava, ainda sem título.
TÓ (1)
Nunca fui um frequentador assíduo de cafés.
Mas de vez em quando lá ia até ao "outro lado" onde era possível encontrar o "pessoal", ou no "Mete Nojo" ou no "Tó".
Aliás, por vezes ia só mesmo à procura de alguém que seria facilmente encontrado num desses dois poisos.
Numa dessas vezes tirei esta fotografia.
(café do Tó, 1983)
{que para mim locais e datas são fundamentais!}
Mas de vez em quando lá ia até ao "outro lado" onde era possível encontrar o "pessoal", ou no "Mete Nojo" ou no "Tó".
Aliás, por vezes ia só mesmo à procura de alguém que seria facilmente encontrado num desses dois poisos.
Numa dessas vezes tirei esta fotografia.
(café do Tó, 1983)
{que para mim locais e datas são fundamentais!}
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Sam
Criador de várias figuras, SAM fez de "O Guarda Ricardo" o analista indispensável do quotidiano da vida nacional. Primeiro no "Jornal Novo" e depois no "Diário de Notícias". "Heloísa" outra das suas figuras mais representativas, foi publicada em 1978/79, no vespertino «A Capital». Com uma crónica semanal na Rádio, a partir de Outubro de 1978, o humorista ensaia uma nova forma de expressão. SAM colaborou em mais de 25 publicações periódicas e deixou quase uma vintena de livros publicados.in http://sergeicartoons.blogs.sapo.pt/arquivo/586370.html
Este, era dos Olivais.
Com atelier na Rua Cidade da Lobita, produzia aí, não só os famosos cartoons, como também objectos (cadeiras gigantes, colecção de funis, etc.) tão criativos e humorados que se diriam bafejados (adj., que recebeu bafo) pela omnipresente Confraria dos Oregãos.
O cartoon abaixo, foi o único que encontrei por aqui no Reino da Servidorlândia, que está aliás bastante escasso quanto a informação sobre o Sam. Será que alguém o conheceu, alguém visitou o atelier, conhece histórias, recordo-me de um programa na RTP "Vamos jogar no Totobola", sobre ele.

Já agora esta "pérola", (sem boneco), publicada antes das primeiras eleições pós 25 Abril.
«Chefe, quero votar! Chefe, preciso de votar! Chefe, estou à-rasquinha para votar! Olhe, Chefe, se calhar ainda voto mesmo aqui!»
à(s)
23:03
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a revolução foi uma ludoteca,
Desaparecidos em Combate
CREME BRONZEADOR
domingo, 7 de outubro de 2007
Licor de nozes verdes
ISO ... olivais & brussels

Na sequência da atribuição do ISO 9000 ao bairro dos Olivais ( noticia entrada um scrollzinho abaixo ), o ACEPAQT ( Alto Comissariado Europeu para a Americanização a Quem a Trabalha ) reuniu em Bruxelas de molde a prolongar os festejos, nas instalações da CPIEE ( Comissão Para a Igualdade Entre Etnias ) onde habitualmente se realizam os casórios de três dias, tipicos entre a comunidade cigana e cuja familia belga inclui um elevado número de originários dos Olivais, reunião essa onde os diferentes Comissários decidiram aplaudir o exemplo do castiço bairro lisboeta ! Para tal, rezaram em unissono ao tal de Wesley ( em flamengo, noblesse oblige !! ), pediram ao Mambo que estudasse uma filial também lá para aqueles lados ( apenas e só se o consultório Mãe na zona dos produtos naturais entre a Bafatá e a Catió lhe permitisse alguma disponibilidade! ). No fim, e em ambiente de total integração fumaram-se uns cigarros trazidos pelo Presidente da Junta sob homenagem. Após a fumança, sairam em peregrinação motard, que a avaliar pelo aspecto dos veiculos, com peças de origens marcadamente globalizantes, deve ter tido o apoio ou dos Chineses ou da Benetton belga ela mesma!
Por ser verdade e me ter sido pedido, e por ser assim que qualquer documento tem de acabar para parecer genuino...
Voulixarous Estesgajous
Comissário Grego de Dois posts Abaixo
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