segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A uma das autoras acho-a uma mulher girissima, ainda que só a conheça fragilmente de vista.
Ao livro não conheço, mas decerto que fará parte de uma estante olivográfica que se preze: "Olivais, Retrato de Um Bairro", de Helena Torres e Catarina Portas, Liscenter, 1995. Na internet nem uma imagem - alguém tem o livro para ajudar a colorir esta entrada?

Desculpem interromper o aprazível chat - um Percurso na freguesia de Santa Maria dos Olivais proposto pela Câmara Municipal de Lisboa (o qual, perdoem-me, seria mais indicado como proposta de convívio do Olivesaria do que um passeio até S. Pedro de Moel, mas enfim ...).

post repetido sem querer .. .mas já agora !!




Filha de Bafatense... olivalista de genes... anda a votos em video de culturas, terras e gentes.

Parece que vai bem classificada, mmmmm ,cheira-me a mãozinhas do pessoal do Olivamos ! Já vi posts com quase 200 comments, dá para almejar metade em votos para a nossa Olivalense ?



http://videos.sapo.pt/35EWolGMZH2IZV2cgDDQ

domingo, 18 de novembro de 2007

Para além dos Olivais

Um livro editado em 2000 pela Bedeteca de Lisboa, instalada no Palácio do Contador-Mor, situado na Rua Cidade do Lobito.

Projecto coordenado por Nuno Saraiva.


(design e ilustração da capa © Carlos Guerreiro)




(texto © João Paulo Cotrim)



(texto © Nuno Saraiva)



(© André Carrilho)



(© Pedro Cavalheiro)



(© Pedro Burgos)



(© Nuno Saraiva)


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Quem é que alinha numa Kartada?

A pedido do Fula Teresa, aqui fica o réptil:
Quem está a fim de alinhar?
O que é que preferem? À noite durante a semana ou num fds durante o dia?
Palmela, pista maior e mais larga, a 50 kms?
Campera, pista menor e mais estreita, a 25 kms?
Estrago à volta de 40 aérios, para 10 minutos de treinos e 35 de corrida!
Eu fico a beber umas jolas e a rir um bocadinho!

Ontem prometi...

... que partilhava isto!

Olivais Vivos: a Malta das Ideias


Na semana seguinte voltei à Quinta das Laranjeiras como prometido. E voltei já com uma animadora da equipa de rua. O grupo tinha aumentado. Sentámo-nos na relva em frente e eles apresentaram-me o plano de voo: íriamos para o lado norte, seguindo a linha do comboio. Desta vez traziam lanche para fazermos um pequeno piquenique.

E começámos a definir a alma do grupo: seríamos um grupo de aventuras. Todos os fins de semana íriamos descobrir um sitio novo na cidade. Nas primeiras duas semanas fomos a pé. Calhou-me também a vez de lhes mostrar os meus sítios. O Vale do Silêncio em primeiro lugar, tinha de ser. O mais importante era a sensação de sairmos, de uma aventura, de sermos um grupo e de podermos brincar e fazermos o que nos apetecesse (por vezes eu próprio fazia coisas disparatadas e inusitadas, mas que me apeteciam, como subir às árvores ou desatar a cantar ou a dançar no meio da rua). Ou de repararmos nas coisas, de sairmos da nossa ignorância de de preenchermos o mapa das nossas vivências com as novas descobertas. Estes miúdos não conheciam Lisboa. Não só os museus, os jardins, também os bairros antigos, e principalmente, esta sensação de passear na cidade. E eu aprendia nesses dias uma coisa decisiva para o meu trabalho de animador, a necessidade de me apartar das técnicas e de ser o João, o pequeno joão pé de feijão. É uma aprendizagem do teatro e da vida: a única coisa que de verdadeiramente luminoso podemos dar uns aos outros é a totalidade da nossa presença no mesmo espaço-tempo, sendo que o estarmos realmente presentes resulta de um trabalho laborioso de refinamento e decantação, de busca pessoal.

Depois escrevemos uma carta à Junta de Freguesia, donde o projecto emanava, e pedimos que nos apoiassem as deslocações. É claro que não passava de uma pequena estratégia para eles se comprometerem com a dificuldade de arranjar recursos. E assim a Junta passou a fornecer módulos. Um dos primeiros sitios onde fomos foi ao Jardim da Glubenkian, que eu conhecia de olhos fechados, por lá ter animado, há muitos anos, no Centro Artístico Infantil, a aventura no jardim, um jogo de pista.

Gradualmente fomos fazendo cada vez mais coisas. Inclusivé um jornal. O que nos permitiu adoptarmos uma atitude mais relacional com quem encontrávamos, fazendo entrevistas. Os grupos são o grande espaço de crescimento mas é preciso abri-los, torná-los abertos. Muitas vezes quando saíamos eu sentia que eles queriam ir contra a tentação de ficarem no seu pequeno grupo, de não se confrontarem com os outros. Quando faziam aqueles amigos ocasionais - e as crianças e os adolescentes são pródigos a fazer amigos da minima actividade em comum - chegava sempre um momento complicado, que era o de dizerem de onde vinham. E aí, tantas vezes que isso aconteceu, ao dizerem-no, adoptavam uma posição agressiva, fechavam-se. O mais interessante para mim - e a partir de certa altura a pretexto de querem que eu fosse falar com os pais para que estes os deixassem ir, o que eles queriam era introduzirem-me nas suas casas, nos seus problemas, nas suas vidas - é que eles sabiam, principalmente os mais velhos, que havia um circulo vicioso a pender sobre os seus caminhos e que estas pequenas oportunidades eram muito importantes para eles. O grupo começou a ser um lugar onde também falávamos deles próprios.

E tal como na Olivesaria, o nome da malta das ideias surgiu do delfim do grupo. Para ele era lógico que se aquilo que nos unia era termos ideias para sair do bairro, deveríamos ser a Malta das Ideias. Um deles fez o símbolo, o logotipo do grupo. Fizemos fotocópias com o símbolo no canto superior esquerdo e passámos a ter folhas timbradas. Numa delas pedimos um espaço. Nova pequena estratégia, claro: a possibilidade de termos um espaço tinha surgido com o aproximar do Outono e com o eu ter levado para a assembleia do projecto a pergunta, e agora, onde nos encontramos?.

E foi-nos cedido um barracão. E tintas, e trinchas. Fomos nós que escolhemos a cor e que pintámos. E começámos a ter rotinas de organização do espaço. Não tinhamos luz eléctrica, funcionávamos com velas, o que dava um ar mais engraçado às nossas reuniões. A mim fazia-me lembrar os clubes da minha infância, em Mafra, quando ocupávamos moinhos abandonados e faziamos grupos decalcados das experiências dos Sete.

O projecto entretanto tinha-se tornado a coqueluche dos Olivais Vivo, para o qual também muito tinha contribuído a sua presença na televisão, num programa sobre o Contigo Vais Longe. Meses mais tarde, em pleno crescimento da Malta das Ideias, depois de um fim de semana em S. Francisco da Serra (onde eu tinha alugado uma pequena casa de campismo de habitação) em que delineámos a programação para os próximos seis meses, o projecto Olivais Vivo termina de forma abrupta por causa de irregularidades financeiras detectadas na gestão do projecto e arrasta consigo o cancelamento de todos os seus projectos.

olivalense a votos ....




Filha de Bafatense... olivalista de genes... anda a votos em video de culturas, terras e gentes.
Dá para dar ? Uma mão, um voto, um olivalismo !!



http://videos.sapo.pt/35EWolGMZH2IZV2cgDDQ

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Olivais Vivos: intervir na Quinta das Laranjeiras



Já o projecto Olivais Vivo tinha algum tempo de desenvolvimento, foi sugerido que fossêmos a uma zona problemática. Até aí tinhamos andado por zonas mais ou menos amenas, Vale do Silêncio, Largo das Mamas, Largo do Ferrador, Largo na Rua Cidade da Beira, desta vez sugeriram-nos uma intervenção na Quinta das Laranjeiras, numa zona dominada por dealers e consumidores. Reunimos o quartel-general das expressões e do desporto, íriamos todos em conjunto. Começámos por uma pequena animação - as velhotas diriam, uma pequena palhaçada - e depois fomos tentando pegar os jovens para o trabalho connosco. A certa altura percebo que não posso continuar ali. Das varandas há olhares hostis, a medirem-nos, a ver se temos medo, se amedrontam estes doutores da mula russa. O chão está cheio de seringas, os dealers estão com ar desconfiado, tudo aquilo me deprime. Tenho de fugir e o mais rapidamente possível. Como sempre, faço-me de tonto, olho para uma pequena abertura entre os prédios, vejo uma espécie de descampado, pergunto para um grupo de miúdos que estavam ali (entre o medo da chacota que vinha das janelas e das varandas para o pátio e a fuga à realidade que aqueles tipos esquisitos pareciam poder porporcionar) :
- Aquilo vai dar aonde?
Os miúdos ficam orgulhosos. Aquilo é o bairro deles, o ponto de fuga para a zona oriental, para os contentores, para o brincar vadio à beira rio.
- E vai-se por ali? - insisto, com o meu ar de deslumbrado.
- É já ali embaixo.
Afasto-me, na direcção do caminho, sei que vêm atrás de mim. Faço sinal a uma das animadoras da equipa de rua, ela percebe que eu saio com eles. Já estamos fora do pátio, dos olhares trocistas, das vidas rodadas num vira-destinos que quase nunca cai para o lado do sol.
- E pode-se ir a pé?
Passam a ser eles a explicar. Eu já sinto o cheiro da terra, da folhagem, o rio ao fundo reorganiza-me, a partir de agora, há medida que os passos nos afastam da zona mais tensa do bairro também mando eu:
- E se escolhessemos cada um o nosso personagem?
- Um quê?
- Quando eu era puto tinha um grupo de aventuras e todos tinhamos um nome de guerra...
- Claro, eu sou o...
E começaram aí a escolher o nome. Ainda não tinhamos chegado aos contentores, já tinhamos uma canção e um grito comum.
- Podemos fazer uma bandeira, João?
Claro que podemos, podemos fazer tudo. E fazemos quase tudo. Eu troco brincadeiras antigas, atirar pedras ao rio, escondermo-nos, com outras, que eles me trazem, subir aos contentores, dizer palavrões, gritar. E ao fim de uma hora e tanto voltamos. Eles inventam cada vez mais promenores sobre o grupo. Eu sinto-me feliz, muito feliz. Não fiz nenhuma das actividades de expressão dramática que deveria ter feito, mas tinha conquistado o grupo:
- Voltas, João?
- Só volto se vocês me mostrarem um sitio giro.
E marcámos logo ali um novo encontro. Ainda não sabíamos mas tinha nascido ali a Malta das Ideias.

Olivais Vivos: animar o Vale do Silêncio


imagem:josé soudo

No princípio dos anos noventa surgiu nos Olivais um projecto vinculado ao Contigo Vais Longe, o Olivais Vivo, que tinha várias componentes: animação desportiva e animação da área das expressões (dança, expressão musical e dramática) e algumas características distintivas, entre as quais uma equipa de rua, que apoiava o trabalho dos animadores das várias áreas, investindo na relação e na informação. Fui chamado a colaborar na área da expressão dramática embora, dada a dinâmica criada, tivéssemos todos nós participação num colectivo que integrava todas as valências do projecto e em que era discutida muita da estratégia seguida. O Olivais Vivo acabou por ter um final diferente do previsto (irregularidades financeiras imputadas à vereadora responsável pela coordenação do mesmo levou à alteração abrupta do modelo que estava a ser seguido), e independentemente do constante processo de análise crítica que fazíamos, funcionou para mim como um espaço de experimentação de práticas de animação que ainda hoje valorizo, como por exemplo, a da articulação entre actividades de rua (grande parte delas no Vale do Silêncio) e actividades em espaço fechado (ateliês, prática desportiva, ginásios, escolas). E mais do que isso, um regresso aos Olivais, local do qual eu estava, por causa da minha actividade profissional, muito afastado, acabando também por ser nessa altura que desenvolvo, com o grupo de teatro da paróquia, um projecto teatral a partir de vivências e histórias dos olivais. Para além de ter sido aqui que, através do projecto Malta das Ideias, a minha intervenção deu um salto qualitativo muito grande (eu nesta altura ainda estava muito preso à minha afirmação profissional, era actor, animador de expressão dramática, e precisava que essa distinção técnica marcasse as minhas relações não só com a entidade que me pagava, o que até seria natural, mas também com o grupo). Creio que foi muito por estar a trabalhar em casa que eu senti um outro tipo de apelo e ligação e é assim que a partir do projecto Malta das Ideias percebi realmente o que é que realmente queria andar a fazer pelo território da animação sócio cultural.

and today, 15th of November

HAPPY BIRTHDAY LOURENÇO MARQUES !!!!!


Ilustre Olivalista & a very good friend !!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

FAZ DE CONTA

Ora aqui jaz um blogue onde o dito cujo só postou uma vez porque se esqueceu da password e jamais lá conseguiu entrar… nunca mais quis nada com a net.

É só style!!


Mais gaiijos giros, ou com pinta, sei lá... os dois são casados com Oliveiras!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Olivais Novos

Hoje que há um blogue sobre os Olivais e onde, como diz o Afonso, a Santa Maria dos ditos reconhece os seus frutos, apetece-me dizer a alegria que sinto por saber que a Alexandra Lucas Coelho (jornalista do Público, que recebeu recentemente o prémio Gazeta de Jornalismo, e aqui na posição que lhe é menos habitual, a de entrevistada) é moça criada nestas terras vastas do Olival. A Alexandra para além do seu trabalho na área cultural (leia-se esta conversa roubada a Sophia de Mello Breyner), tem sido também, com outra azeitona, o Pedro Caldeira Rodrigues, um dos mais interessantes jornalistas a trabalhar em zonas de conflito. É aliás daí, das longas temporadas em Israel e na Palestina durante o ano de 2002 e seguintes que retirou o material para o seu livro Oriente Próximo.