quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pierrot





Naquele dia de entrudo, lembro bem

Um intrigante Pierrot, da cor do céu

Um ramo de violetas, pequeninas

Á linda morta atirou, como um adeus


Passa triste o funeral, é duma virgem

Mas ao povo que lhe importa, aquele enterro

Que a morte lhe passa á porta, só por ele

Em dia de carnaval, e de vertigem


Abaixo a máscara gritei, com energia

Quem és tu grossseiro que ousas, profanar

Perturbar a paz das lousas, tumulares

E o Pierrot disse não sei, que não sabia


Sei apenas que a adorei, um certo dia

Num amor todo grilhetas, assassinas

Se não vim de vestes pretas, em ruínas

Visto de negro o coração, e resoluto


Atirou sobre o caixão, como um tributo

Um ramo de violetas, pequeninas

Atirou sobre o caixão, como um tributo

Um ramo de violetas, pequeninas

5 comentários:

matola disse...

Mas esse bairro é um bairro de poetas.

Gostava de ver as escolhas poéticas do Santana Lopes.

Por que não participa ele neste blog?

benguela disse...

Poetas, poetas... esse sim é um Grande Poeta!
Caro mantolas, como sabe que não? ele anda por aí...

disse...

[clap clap clap]

dá-lheeeeeee!

capesi disse...

Será que anda mesmo???

Timor disse...

Está bonito sim senhor!