O resto da reportagem fotográfica foi o que se salvou do computador do Bengas, daí o mau estado das fotos. É claro que há alguns cromos para quem isso é uma boa desculpa, mas adiante, é a vida.
Começamos pela zona do bar, onde se aviavam cervejas e liquidos tão etílicos que se evaporavam a meio caminho, entre o copo e a goela e depois, a horas tantas, se compensou o desgaste com uma sopa das boas, mas mesmo boas, assim como às de
ermesinde.
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Da pista de dança só sombras. Era movimento a mais para a pobre máquina. Aqueles corpos parecia que tinham saído de um armário e reencarnado o gingar bailarino que nunca se perde, muito dele cultivado nas hortas e nas garagens do Olival. A polaroid ficou translúcida ao ver os risos, as voltas, o agitar dos passos naquela garagem decorada com motivos ruprestes.
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À porta os negócios, o diz lá isso outra vez, o falar ao ouvido,
e as conversas de roda. Era a festa da fábrica, os operários, o cigano, o sindicalista caprichoso na semiótica da sua farpela. Agora só falta mesmo o enq... quer dizer, ok, ok, não se fala mais nisso.
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