quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A pasta escondida


O pretexto foi a grappa mas aquela pasta acabou por inadvertidamente tornar-se a estrela da noite. É que as paredes da casa denunciavam a arte, o traço, o olhar. Vasculhámos à procura de sinais, rastos da evidência de uma expressão mais própria. Ele, o artista, tímido - tão acanhado que é impossível denunciá-lo - lá condescendeu em abrir o espólio. E lá de dentro saltaram esboços, cores, formas mais ou menos acabadas que nos seduziam.

5 comentários:

a rapariga que vinha da província disse...

e não se podem roubar para o Olivesaria?

Fulacunda disse...

rapariga, graças à generosidade do artista já foram todos expropriados. uma pena, dada a qualidade que se dependura agora nas paredes das casas dos convivas de então.

Timor disse...

Boa, boa

xai xai disse...

E é um grande desafio.
Agora que aderi ao ritmo da decoração minimalista (tipo chill out lavadinho) e fiz descer os quadros que tinha nas paredes, vou com muito orgulho encontrar um espaço para a magnânima oferta pictórica que o já denunciado Bengas nos fez.

Gostei muito do que vi. Apreciei sobretudo a liberdade de experimentar caminhos muito diferentes, sem preocupação de impor um estilo e dele retirar qualquer outro dividendo que não seja o fruir do momento. (eh lá, nem eu sabia que conseguia escrever estas coisa...)

Fulacunda disse...

Oh bengas, cá para mim, com aquela verve, o manfias está a fazer-se a mais uma obra de arte!
mas é favor não esquecer que há dois aí que são meus ein?!