terça-feira, 2 de outubro de 2007

Vénia a um amigo, dos....

...Olivais. Percorrendo a 2ª circular, decidi fazer um raid rápido (10 min. à Benfica - entendes, Bafatá?) de reconhecimento ao local onde, excepção feita a fugazes passagens e a um velório recente, não voltava há muitos anos. Já cá não tenho família e quanto a amizades, têm a tecla de pause premida. Vindo da Av. da Bola com creme, dei ao cloro a direita e rasguei alcatrão pela Cidade de Luanda acima . Chegado a este ponto, passo a apresentar o meu parceiro de reconhecimento um pequeno Daewoo encarnado (à Benfica - entendes, Bafatá?) singela homenagem à aproximação das duas Coreias ocorrida hoje. Não ouvi muito bem a notícia, mas parece-me que era a Coreia de transmissão e a Coreia da ventoinha. Bom, também não importa porque o Eng. mecânico está desaparecido (deste espaço já moribundo) e não podemos confirmar. A propósito, agradeço o desaparecimento porque estes Da Vinci da blogagem intimidam-me. Eles escrevem, eles desenham, eles tocam, eles são letras, são números. Fico esmagado. E tudo em excelente nível. E não assisti à intervenção sobre "A Modernização tecnológica e a aquisição de competências internas - um caso prático de Formação/Acção no sector Metalomecânico", mesmo assim fico a saber que ...em muitos casos, o que falta nas empresas não são os equipamentos modernos ou o software. O que parece estar em falta é a capacidade de fazer uso desses equipamentos... Tudo isto para introduzir o momento emoção do raid. Fiz a aproximação da Rua do óleocunda em ritmo quase parado e lá estava ele, o barracame castanho do descendente do fundador de Luanda. Só uma coisa me interessava. Confirmar que ainda deambulava no ar, envolta em nevoeiro de oregãos, pelo menos uma nota, da Lola dos The Kinks (...walk like a woman, talk like a man...). Realmente ainda por lá estavam algumas, mas vim a saber pelas porteiras (eu cá sou de alcoviteirices) que o homem da roda dentada em forma de flor, tinha pegado numa Lola sua vizinha e com alguns destroços de obras vizinhas construiu barraca lá para os lados de Xabregas.
Tantas letras e itálicos para afirmar: Não tenho jazigo, para velhas amizades....

7 comentários:

Fulacunda disse...

foda-se pá, comoveste-me, tu mais essa tua voz vinda das profundezas de antanho.

(agora esse extracto - onde é que foste buscar isso? isso é coisa para ser uma comunicação pomposa para um seminário qualquer - é que tira a pica toda)

mas a lola - até onde este gajo remexeu, memória olifântica - com essa é que deste cabo do meu alter-ego bloguista. nada mais há para dizer

um abraço

Beira disse...

Belo!

(...também de memória!)

joão belo disse...

muito bom, muito bom! grande mestre do trocadilho e do humor. à direita do cloro, e principalmente a av. da bola com creme e óleocunda vão ficar aqui no léxico da Olivesaria...

Lobita disse...

a leste do paraíso...

a rapariga que vinha da província disse...

bom mesmo!

bafatá disse...

claro que entendo xaixai..... as coisas assim ditas entendem-se nem que se esteja no deserto e à noite !!

Lobito disse...

Fantástico, o nível está cada vez mais alto.