dou comigo surpreso e a magicar como é que o diabo da minha memória, tão fugaz e desvanecida, me proporciona por vezes, elementos tão claros sobre certos assuntos.
vem isto a propósito do magnífico (deves-me um aperitivo), terno (deves-me um jantar) e muito bem escrito (deves-me um digestivo) texto do fula sobre "guelas".
vem isto a propósito do magnífico (deves-me um aperitivo), terno (deves-me um jantar) e muito bem escrito (deves-me um digestivo) texto do fula sobre "guelas".
1 metro quadrado de terra, 3 pequenas covas equidistantes e estava pronto o terreno de jogo.
“marralhões!!!”
“últimos!!!”
“penúltimos!!!”
“últimos!!!”
“penúltimos!!!”
- berrava-se quase em simultâneo para definir a ordem dos jogadores.
começavam aqui, os primeiros calores da discussão permanente que eram os jogos de guelas. saltavam as primeiras “orvalhadas” que antecediam as ofensas aos progenitores.
iniciava-se o jogo, e a sequência implacável:
primeira, segunda, terceira, piras, meia-piras e matas.
elemento essencial da técnica do jogo, era o palmo.
a partir do local onde se encontrava o bilas media-se um palmo e daí era lançado.
aqui normalmente, os ânimos acendiam-se.
MANGUEIRUÇA!!! - gritava-se invariavelmente sempre que alguém esticava a mão de forma a imitar o homem-elástico.
havia grandes especialistas no arrastar do dedo mindinho, que servia de apoio ao palmo. normalmente saltavam mais uns impropérios, umas referências à castidade das mães e até ocasionalmente uma ou outra “carga de ombro”.
havia grandes especialistas no arrastar do dedo mindinho, que servia de apoio ao palmo. normalmente saltavam mais uns impropérios, umas referências à castidade das mães e até ocasionalmente uma ou outra “carga de ombro”.
A "SANTINHA"
penso que já aqui referi anteriormente, uma variante de jogo com guelas e que pratiquei na eugénio dos santos da av. de roma, onde fiz o 1º e 2º ano do ciclo.
a "santinha".
nos canteiros redondos das árvores, colocava-se uma pasta da escola a servir de rampa em direcção ao seu interior.
cada jogador lançava um guelas que deslizava pela pasta e parava na terra. o primeiro que tocasse num dos guelas estacionados, "abafava" todos e ganhava.
por vezes acumulavam-se por sortilégio do terreno dezenas de bilas e quem ganhava ia com o saco bem pesado.
passámos centenas e centenas de intervalos a jogar à "santinha".
certamente que o mano velho da timor se recorda.
15 comentários:
Marralhões pra todos os jogos!
Para al+ém "piras" (covas de mama) e da "santinha"... Não se lembram o jogar ao "tiças" e à "roda"!?
ena, isto é que é um post pró sobre o guelas. calo-me já!!
Bill, da "roda" e de outras brincadeiras assim mais abichanadas não me estou a lembrar de nenhuma. (à roda pá??!!)
sim, à roda... tipo pião, cada um punha um guelas no meio, depois, fora da roda jogavas outro, o teu “da pontaria” e tinhas de acertar nos ditos para que rolassem (ou voassem) para fora da roda, e esse ou esses, passavam a ser teus, se falhasses, cagavas um para dentro da roda…
ah, isso era à coquinada, mas de peão (mudava-lhes o bico e por uma ponta de prego, ou saíam ou se escafediam, ah pois)
Mas a santinha do Xai também me lembro de jogar, essa sim, com guelas
o piaõ era outra história, não mistures... ò puto das vivendas
a "santinha" era onde se ganhava mais guelas, quando se abeirava um puto das vivendas com os bolsos cheios: puto vai uma santinha?
e lá voltaca o puto prá vivenda de bolsos vazios.
guelas, berlindes e bilas... tudo sinónimos
guelas, berlindes e bilas... tudo sinónimos
E além dos guelas mais tarde apareceu o bate pé e o alho para o pessoal da pesada...
Dacosta
sete carrasoatana, vira a folha ao canivete
.... aiiiiiiiii
(carraspatana?)
fantástico Xai, que memória. e tu Bil, bem na dobra também.
e, no meio dos berlindes pequeninos, não havia um maior, chamado o «abafador«?
HAvia o abafador e o olho de boi, que saía no chamado "pirolito" e, depois apareciam uns "pintas" com os sapatos com solas rotas que abafavam os guelas....
eheheheh, o olho de boi não cabia no pirolito.
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