Apesar do Vamos lá embora a GAnda Polémica manteve-se no registo email entre alguns dos prestigiados bloguistas desta praça. Dela serei responsável, pela intempestiva resposta a um(a) comentadora. Vamos lá embora, então.Fica o meu pedido de desculpas à referida comentadora. Aos outros leitores. E aos prezados co-bloguistas que não apreciaram o tom e o som. Fica também um excerto das minhas "justificações" aos prezadissimos co-bloguistas sobre o tal tom e o tal som:
"Acho perfeitamente legítimo que se critique o tom geral ou o tom particular do blog ou de um dos bloguistas. Bem como o som.
Eu sempre bolamizei esta minha parte no Olivesaria - nunca tive grandes laços fora da Bolama, posso mitificar um pouco o passado, mas nada me faria andar aqui a escrever ou ler sobre as ligações com "vivendas", "encarnação" ou isso. Mas compreendo e compreendi que se me disseram por duas vezes para desbolamizar desbolamizei, tudo bem
Também compreendo, e para mim é desde há muitos meses o "motivo de enfado" face ao blog tal e qual tu referes teres tido, que a desbolamização leva a isto: ( ...)
O meu enfado - é o meu enfado, legítimo mas nada mais - é com as actividades de braço de prata, o kart, os novos jornais de velhos olivalenses, ou novas revistas de velhos olivalenses, as festas ou jantares que vamos fazendo - e mesmo estas sem qualquer registo particular. Ainda que, honestamente, antes isso do que as caixas de comentários dos bloguistas que não o são, apenas em volta do "quem és tu?" "quem serás tu?", desvanecidas quando "afinal és tu?".
O meu enfado? como dizias num post há uns meses, já ninguém tem memórias para deixar aqui. É um ponto final parágrafo. Dize-lo em post, resmunga-lo em comentário. O Beira resmunga em comentário vs as memórias. O JB propõe um registo ensaístico, sério (que não é o meu, nem tempo nem fontes nem interesse para desenvolver tamanha actividade), e tu explicitas que não é registo que se queira, "já passou" disseste-lhe.
(...)
O registo memorialista não é eterno, claro, nem inesgotável. O blog servir para encontros e reencontros óptimo (e porventura será o melhor de tudo, o mais divertido).
Para mim fica-me o reencontro com alguma leveza, que não existe - como é óbvio, e me foi óbvio no episodiozinho do bolama caluniador, quanto mais nos pruridos quanto a uma peida escrita - e que portanto posso reinventar. Com o barak obama ou o manafá, lic. Ou uma ou outra caralhada. Mas também com algum espírito que reencontro - como o Benguela amanhã a dizer que "passa os colhões" neste email [e post]. Que isso sim, são os meus Olivais, não o "local aberto ao público" - já no Natal aí alguns co-bloguistas e co-comentadores me criticavam o "tom" de alguns posts, os palavrões, os assuntos. Como, por exemplo, poderiam mostrar aos pais este blog da sua juventude? [E aos filhos?] Foda-se, aos quase cinquenta anos! (ando a reler o Eça, que os nossos pais queriam que nós lessemos para tirarmos boas notas no liceu, e é lá só putas, bebedeiras, corridas de carros, paneleiros de taberna, fufas de alta roda, esbanjos de taco - e estamos preocupados com os assuntos e os tons? Caralho)
Para mim antes reinventar, mitificar essa leveza do que reinventar (para mim) uma irmandade, um comunidade, uma amizade com gente que nem sequer conheci quando puto, nem vou conhecer agora. Não por decisão ou des-gosto. Mas por mera des-ligação".
"Acho perfeitamente legítimo que se critique o tom geral ou o tom particular do blog ou de um dos bloguistas. Bem como o som.
Eu sempre bolamizei esta minha parte no Olivesaria - nunca tive grandes laços fora da Bolama, posso mitificar um pouco o passado, mas nada me faria andar aqui a escrever ou ler sobre as ligações com "vivendas", "encarnação" ou isso. Mas compreendo e compreendi que se me disseram por duas vezes para desbolamizar desbolamizei, tudo bem
Também compreendo, e para mim é desde há muitos meses o "motivo de enfado" face ao blog tal e qual tu referes teres tido, que a desbolamização leva a isto: ( ...)
O meu enfado - é o meu enfado, legítimo mas nada mais - é com as actividades de braço de prata, o kart, os novos jornais de velhos olivalenses, ou novas revistas de velhos olivalenses, as festas ou jantares que vamos fazendo - e mesmo estas sem qualquer registo particular. Ainda que, honestamente, antes isso do que as caixas de comentários dos bloguistas que não o são, apenas em volta do "quem és tu?" "quem serás tu?", desvanecidas quando "afinal és tu?".
O meu enfado? como dizias num post há uns meses, já ninguém tem memórias para deixar aqui. É um ponto final parágrafo. Dize-lo em post, resmunga-lo em comentário. O Beira resmunga em comentário vs as memórias. O JB propõe um registo ensaístico, sério (que não é o meu, nem tempo nem fontes nem interesse para desenvolver tamanha actividade), e tu explicitas que não é registo que se queira, "já passou" disseste-lhe.
(...)
O registo memorialista não é eterno, claro, nem inesgotável. O blog servir para encontros e reencontros óptimo (e porventura será o melhor de tudo, o mais divertido).
Para mim fica-me o reencontro com alguma leveza, que não existe - como é óbvio, e me foi óbvio no episodiozinho do bolama caluniador, quanto mais nos pruridos quanto a uma peida escrita - e que portanto posso reinventar. Com o barak obama ou o manafá, lic. Ou uma ou outra caralhada. Mas também com algum espírito que reencontro - como o Benguela amanhã a dizer que "passa os colhões" neste email [e post]. Que isso sim, são os meus Olivais, não o "local aberto ao público" - já no Natal aí alguns co-bloguistas e co-comentadores me criticavam o "tom" de alguns posts, os palavrões, os assuntos. Como, por exemplo, poderiam mostrar aos pais este blog da sua juventude? [E aos filhos?] Foda-se, aos quase cinquenta anos! (ando a reler o Eça, que os nossos pais queriam que nós lessemos para tirarmos boas notas no liceu, e é lá só putas, bebedeiras, corridas de carros, paneleiros de taberna, fufas de alta roda, esbanjos de taco - e estamos preocupados com os assuntos e os tons? Caralho)
Para mim antes reinventar, mitificar essa leveza do que reinventar (para mim) uma irmandade, um comunidade, uma amizade com gente que nem sequer conheci quando puto, nem vou conhecer agora. Não por decisão ou des-gosto. Mas por mera des-ligação".
Claro que (re)inventar em casa comum é complicado. As sensibilidades são várias e todas legítimas. E aceito que uma memória qualquer, um palavrão mal-cheiroso, uma private-joke ou etc sejam tão desagradáveis para outros como a temática "clean" vigente o é para mim. Conter-me-ei.