terça-feira, 22 de janeiro de 2008

1. eu acho que finalmente isto atingiu o estatuto de blog colectivo - há discussão interna ("ó hííílda, mete os putos em casa qu'á porrada no beco", diziam os das hortas ...). Mais um bocadinho e até os entre-carolos ascenderão a posts e, então sim, teremos BLOG... (oops, então por que é que não trago o comentário a post?).

2. eu apoio o post do benguela que (....) me apoia a mim. Gosto ainda, e particularmente, da história de que em carreiro trilhado não se cria tabaco, o que é uma chatice

3. os meus pais são octogenários - estão a envelhecer como todos os pais da rapaziada da geração que enche as memórias que animam este blog, geração essa que também se apresta a cair da tripeça, tamanha a rapidez do circuito. Habitam eles na Bolama, ao cimo de umas escadas que só uma torpe visão da História continua a denominar como do "prédio do Barão".
Vão ao correio logo ali. Têm multibancos e bancos à frente de casa. Têm praça de taxis sempre disponível. Têm (interrompido agora, por obras) cinemas (ainda que da Lusomundo). Têm uma Bertrand, uma papelaria para os jornais todos e mais as revistas que pululam, um supermercado decente (muito fraco de vinhos, aviso), restaurantes vários até mais ou menos.
E agora vêm-me dizer que o bom é que tivessem posto ali um parque (ainda por cima a 500 metros do Vale do Silêncio?!!?) para que o pai António (posso deixar o nome verdadeiro, senhores administradores?) andasse por lá a ver os rapazes da sua geração a babarem-se nos bancos enquanto jogam dominó - sim, porque a ele sentado a virar as peças não o estou a ver - e a resmungarem sobre o tempo do peyroteo, do salazar e das tipas com buço?
Um bocado menos de tijolo e betão por ali? Claro - mas não está Lisboa toda assim? Não está todo o país assim "urbanizado"? Como é que haveria de ser diferente à porta da (nossa) rua? Devido ao espírito do "sô manel", a assombrar os empreiteiros e os cabo-verdianos/eslavos gritando-lhes "com o dedíínho é que ééé!!!", e fazê-los fugir dali não lhes fossem desfalecer outros apetites menos betonais?
4. Para além disso o Gordo ainda lá está, confirmei recentemente - um gajo pode ir do Gordo ao Ferrador sem passar por aquela tralha, basta dar a volta. E assim se desermerdar sem quaisquer problemas ...

6 comentários:

Lobita disse...

Mai nada!

Fulacunda disse...

(isso de ser escrito a 'bold' é privilégio de administrador ou és só tu a gritar bolama?)

maria correia disse...

Mas ninguém quer retirar os Correios, os cinemas e o supermercado às pessoas, valha-me Deus! Nem muito menos a Bertrand! Então não poderia existir integrado num parque bonito, com lago e patinhos a nadar? E até um canavial...Simplesmente, dava menos lucro, é o que é...E conheço pais de amigos meus, que, aos sessenta e tal anos, venderam as casa que tinham nos Olivais, para ir viver para a terra...seja lá onde for. Fartosde tanto carro a passar e receosos das alterações que o Grande cEntro Comercial iria trazer! Ainda me lembro de eles me dizerem. »o sossego, nos Olivais, acabou!»E partiram.

bolama disse...

Bem ... o bucólico já não existe. Mas aquela zona não é propriamente o Chiado nem Benfica de Colombo. Claro que cada um sente como sente e depois de décadas ali no remanso é natural que se sinta a transformação (eu lembro do frisson aquando dos primeiros semáforos nos olivais ...)

Fulacunda, não sei se é do meu ecrã, mas as letras ficam pequenas - daí que as coloque num tamanho maior - não bold. Será a idade a miopizar-me?

Fulacunda disse...

tens 2 opções:
- ou actualizas a graduação dos óculos,
- ou no internet explorar vais a ver/view, escolhes depois 'tamanho do texto' e aumentas o modo de visualização

qualquer uma das opções é degradante, e lamento assim fazer constar qualquer uma destas duas soluções geriátricas, e nisto sou solidário contigo meu velho amigo. por experiência própria sugiro a segunda achega que, bem sei, é um bocado 'tecnológica' para o teu gosto, mas parece-me ser a de melhor efeito e conforto.

bolama disse...

não, falando bem, é mesmo algo no olivesaria - acho estranho mas o texto aqui sai-me sempre mais pequeno do que em qualquer outro documento.