sexta-feira, 6 de junho de 2008

vamos lá embora ...

... a andar com isto para a frente, que nada há para recear


vamos lá embora malta, mas com juízinho, senão eu chamo o meu padrinho que é o dono da chafarica


GAnda Polémica ....

Coisas do intercomunicador da polícia ....

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Trancados os comentários a um post. O que me leva a um comentário aqui. Isto é um blog de (velhos) amigos (e/ou vizinhos). Tem essa particularidade. É aberto mas não me parece ser um blog de discussão típico. Um anónimo que vem aqui protestar com a "prepotência" dos entre-comentários dos seus autores está enganado quanto ao registo do blog, e ainda mais quanto ao registo da interpretação que lhe cabe. Acho eu.

Está ainda mais enganado, e isto num sentido mais geral, quando se anonimiza botando faladura séria.

Depois naquele post houve uma série de comentários anónimos, que culminam com um insulto à minha pessoa, Bolama, ex-sito na rua cidade de Bolama, prédio dos Pachecos. Uma pseudo-trupe de anónimos, na qual não será difícil descortinar um único autor, até pela sucessão cronológica dos comentários, quase minuto a minuto. Fiz bem em propor o encerramento dessa caixa de comentários, não só pelo tom que veio a adquirir, em esconso regime de anonimato, como pelo soez ataque à minha pessoa. Como fui visado, e já anteriormente tinha escrito comentários, não quis ser eu o administrador a encerrar a caixa de comentários, pois ser juiz em causa própria não me parece ser decente. Agradeço, pois, a quem se aprestou a silenciar o torpe imbecil.

Finalmente. Diverti-me imenso naquela última série de comentários!

Assinado: Anónimo Originário, aka, Falso Anónimo, aliás Anónimo, ou anónimo, e ainda Anónimo Verdadeiro, Anónimo I e verdadeiro primeiro Anónimo. Mas não anónimo que conhece alguns oliveseiros e por isso não se identifica.

Heterónimo disse ...



Isto está mesmo a pedir um Enquete!

Lápis Azul Redux


Discordo totalmente da censura praticada abaixo.
Curiosamente, foi proposta pelo Bolama, a única pessoa que na minha opinião ultrapassou as marcas ao utilizar expressões que não atingem os mínimos da boa educação.
Com estima,

Xai Xai

terça-feira, 3 de junho de 2008

Blog Shopping
num blog perto de si


Leia, assine e divulge.


Independentemente dos méritos ou deméritos do projecto, vale pela condição de benfiquista do tal de Afonso Melo que não conheço e espero sim que seja mais um jornal benfiquista, totalmente independente. Conheço um dos redactores, o André Pipa que também é olivalense apesar de ligeiramente esverdeado que é, como todos sabemos, cor pouco consentânea com azeitonas, oliveiras e olivais.
P.S. Valeu o euro gasto, quanto mais não seja para apreciar aquele par... de jogadores do meu clube que homenageiam aquela música melosa "Ebony and Ivory" do P. McCartney e S. Wonder (que duo!).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A bola é redonda e minha!


Nada como uma fotografia para relembrar os dias em que o futebol era importante e sério, no tempo em que os resultados eram imprevisiveis. Fiz bem em acabar a minha carreira antes deste desporto cair na lama.

tinha de vos avisar !!


JORNADA


UM JORNAL FELIZ
NUM PAÍS TRISTE

Parece-me ouvir casquinadas trocistas vindas das gargantas de alguns dos leitores que hoje, por interesse, por curiosidade ou por puro acaso, se depararam nas bancas com este seu novo jornal.
- Ah! Ah! Mais um...
Pois guarde, para já, o seu escárnio, caro leitor. Bem sei que tem motivos para certa desconfiança. Quantos jornais têm nascido e morrido, com e sem história, neste país que o mar não quer, como lhe chamava Ruy Belo.
Mas nós, que nos deitámos à aventureira tarefa de fazer o exemplar que está neste momento nas suas mãos, não acreditamos em fatalidades. Somos pelo direito à indignação, mas não temos direito à resignação.
Acreditamos em nós e em si: na nossa capacidade de fazer algo diferente; na sua vontade de ler e no nosso gosto de escrever, de ir à procura de notícias, de contar episódios e lembranças, de analisar, comentar, criticar tudo o que vemos e ouvimos, com lealdade, com verdade e com o desejo de esclarecer e de ser útil.
Não sei se, no mundo de hoje, está ou não tudo inventado. Mas não está, certamente, tudo re-inventado. Queremos um jornal que seja uma placa giratória de temas, ideias e opiniões, de pessoas dos mais diversos quadrantes, gente famosa e anónima, homens e mulheres próximos ou distantes daquilo a que se chama a Grande Imprensa.
«Jornada». No local em que escrevo, aqui à Av. Rio de Janeiro, em Alvalade, viveu José Gomes Ferreira, escritor, poeta, até músico. Entre as muitas obras de Fernando Lopes Graça musicadas sobre poemas de Gomes Ferreira há uma, talvez a mais conhecida, chamada «Jornada». Começa assim: «Não fiques para trás, oh companheiro».
Companheirismo: também é disto que trata esta missão de jornalistas que, como escreveu um dia Alfredo Farinha, com quem tive o prazer de trabalhar e aprender, «é ir à procura da vida no meio da vida, ir ao encontro do acontecimento onde ele aconteça, conhecer os problemas dos homens, devassar os segredos das coisas desconhecidas e saber a razão dos êxitos e dos fracassos da sociedade».
Foi, portanto, na casa em que viveu Gomes Ferreira que nasceu a «Jornada».
Será longa esta jornada, por vezes juncada de escolhos. É preciso coragem para continuar a caminhar num país parado. É preciso teimosia para se ser feliz num país triste. Acreditamos que o trabalho sério pode ser divertido. Queremos que, ao pegar neste novo jornal, se divirta a lê-lo ou a folheá-lo como nós nos divertimos a fazê-lo. E que pense e contribua. Que isto seja um diálogo e não um monólogo.
«You’ll never walk alone», cantam os adeptos do Liverpool. Quem já os ouviu, em Anfield, sabe como é arrepiante. Como nunca a dupla Rodgers e Hammerstein, que compôs, em 1945, o tema para o musical «Carousel» o terá provavelmente imaginado.
«Porque nenhum de nós anda sozinho/E até mortos vão ao nosso lado», canta-se em a «Jornada» de Gomes Fereira/Lopes Graça. E o poema foi, também ele, escrito em 1945.
Há sempre momentos em que o futebol e a vida se confundem.
Não andaremos sozinhos. Contamos consigo!

Afonso de Melo

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Calcantes com história e estórias


Ao rever esta fotografia recordei o período em que os ténis Sanjo detinham, o monopólio do meu calçar.
Foram certamente a minha primeira exigência com nome. A adolescência a tocar à campainha.
Foi o período em que o meu grande companheiro era o João Belo, das primeiras incursões pelas ruas dos Olivais. Guardo a imagem de uma das primeiras em que, pasme-se, chegámos à Cidade Novo Redondo. Esfumaçávamos Nobel e 2002 Control, num dos nosso territórios predilectos; a casa dos elevadores. Havia ainda os Kayak´s mentolados que, diziam, nos retiravam a virilidade, confesso que era algo que não nos preocupava demasiado, tendo em conta que ainda não vivíamos a sexualidade em dueto e tudo se circunscrevia a imberbes trabalhos manuais.

Por essa altura as “biclas” mal me chegavam às mãos, eram imediatamente despojadas de todos os artefactos desnecessários que no meu caso, para além dos guarda-lamas e guarda-correntes incluía os travões. Fazia questão de travar com os pés directamente nos pneus. Esta técnica, originava um traço oblíquo de desgaste na sola dos Sanjo que, percebo agora, era a causa da trajectória pouco ortodoxa que os meus “potentes” remates às balizas descreviam.

Do período Sanjo, recordo também o episódio em que estando os meus ténis, em adiantado estado de decomposição, esburacados na sola e na lona e amputados dos reforços de borracha dos tornozelos, foram interditados pela minha mãe. Azar da autoridade que não compreendeu a dimensão do “problema”.
Era necessário encontrar uma solução que me permitisse continuar a atravessar o Vale do Silêncio em direcção à Fernando Pessoa com os prestáveis Sanjo nos pés. E rapidamente se encontrou. Saía de casa com os sapatos “approved by mother” calçados, descia do 6º andar em direcção ao r/c e dirigia-me à arrecadação onde os trocava pelos velhos e gastos Sanjo que passaram desta forma cúmplice a “dormir fora de casa”. Na chegada a casa efectuava a operação inversa e assim, durante um período, se cumpriu o 2º dos R´s Reutilizar o resíduo.

Num certo Setembro viajei até Paris e de lá vieram aqueles que plantaram os Sanjo no jardim das memórias e cumpriram o período seguinte da minha adolescência, testemunhando, esses sim, alguns (poucos) duetos.
Foi o período Adidas STAN SMITH.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Olhó 4.44! meias, peúgas, elásticos prás cuecas, pentes prós carecas! ... (*)

Hoje vou falar-vos de uma experiência recente. Sobre amigos. Faz pouco tempo, em parte por culpa de uma brincadeira de blogs, acabei por enlear duas ou três ‘novas’ amizades à minha vida. Esta idade, não muita nem pouca, já nos vai ajudando a valorizar estas oportunidades em que vislumbramos em alguém mais que mera cara de circunstância – sim, que a amizade não é mais que isso, a oportunidade de podermos escolher com quem queremos estar. Claro que quase nunca declaro isto espontaneamente, “olha, hoje arranjei mais um amigo”, assim apalermadamente, mas devia fazê-lo, com a mesma pureza e descomprometimento que o meu filho mais novo o diz. Mas não, não chego tão longe, embora pela escrita por vezes o tente, com esta acepção sentimental que todos fazem questão de afirmar estranharem em mim. Ninguém está habituado a virar-se para o mundo e a declarar as suas amizades, ninguém está habituado a proceder deste modo, mas ainda assim não receio confessar aqui que vou mastigando, com alguma voracidade, as circunstâncias que nos últimos tempos nos têm juntado a nós, (neo)amigos.

Desenganem-se aqueles que já rasgam sorrisos a interpretar das minhas palavras um elogio anónimo. Recomponham-se os que porventura se emocionam com uma declaração que também partilham. Porque quando falo de amigos, mais do que reconhecer a sua identidade, trago deles o meu próprio território, essa zona que o meu ego neles anseia e onde eu próprio me aprecio melhor, eles nisso sendo o espelho da minha auto-admiração. É evidente que isso é egocêntrico (não o somos todos?), e que é cruel definir uma amizade apenas como um espelho polido de nós próprios. Mas haverá algo que mais enobreça o significado da amizade do que defini-la como um espaço partilhado onde cada um dos que nele concorre se sente a si melhor e maior? Que pode ser melhor em tudo que não nós mesmos? Reclamar das minhas amizades, esse espaço onde me sinto bem, é o maior elogio que posso fazer a algo que cada vez mais sei apreciar e àqueles que com a sua presença participam na minha vida.

E pronto, estraguei uma declaração sentida de amizade num acto cirúrgico de desmistificação onde no fim só sobro eu, e eu, e alguns nomes que me circundam e que nem levarei ao respeito de aqui identificar. Porque no meio disto tudo o que me importa não é definir a amizade, mas sim estas amizades que recentemente juntei e sobre as quais aqui comecei a falar. Há algo especial em ter novos amigos, mas há algo ainda mais especial em ter novos amigos que são nossos amigos de novo. Que quando reencontramos novos amigos que já foram grandes amigos há 25/30 anos não é preciso que lhes expliquemos o nosso 'todo' de novo, e mesmo que o devêssemos não haveria pretexto para isso, e mesmo que eu o pudesse fazer haveria de me virar para eles e dizer “um dia explico-te, temos muito tempo para isso”, ou nem isso diria, calava-me, sem receios de ser mal compreendido, ou de a seus olhos ficar incompleto. Há amizades que, por serem revisitadas, trazem-nos esta sensação libertadora de nos dispensarmos de explicar quem julgamos que somos. E eu sempre apreciei as amizades que têm densidade para poderem existir também caladas, sem esse receio de que a falta de sinais, a falta de comunicação, as deixe de justificar. Além disso, é óptimo olhar para uma cara amiga e em vez de explicar tudo desde o princípio poder simplesmente sorrir e dizer “vai tu!”. Sim, que a idade também se cansa nisso de repetirmos definições de nós.

Afinal é isso que eu queria dizer, é grato chegar a uma fase da vida e ter a oportunidade de fazer dos velhos os novos amigos.


(*) não é que importe muito mas ... o título deste post é a forma abreviada do nome de uma equipa famosíssima que quase chegou à final do campeonato mundial de futebol do liceu R. D. Leonor

terça-feira, 27 de maio de 2008

Recosto com Olivais ao fundo

é um daqueles dias em que me apetece existir para lá do horário normal desta vida quotidiana e a minha vida quotidiana é isto: abro a loja por volta das nove, meio estremunhado, a dizer disparates, gosto de começar o dia a dizer disparates, a falar uma linguagem inventada, a rir de olhos fechados, a fingir o fingimento e fecho-a cerca da uma e meia duas, às vezes três. e este recostanço no prazer que a vida é atira-me quase sempre para os olivais. imagino tardes esticadas nos cafés. uma sensação de lanzeira, de não fazer nada, de inutilidade. do prazer de arrastar o corpo entre as sombras do escasso arvoredo, é maio e lembro-me sempre de um maio solarengo, trengo, em podendo ser feliz. o que mais gostei dos anos oitenta foi esta sensação de que a vida é um passeio pelas horas de uma tarde, seja ela qual for. de que o tempo é meu, de que o tempo é nosso. quase nunca o é. por esse país fora ou adentro abre os olhos e vê, quase nunca o tempo é nosso. e isso vê-se logo pelo modo como vivemos. vivemos à semana, a maior parte de nós. temos as semanas dentro de meses e os meses têm um ano, um ano de cada vez, com subsídio de férias, mês de férias e subsídio de natal. mas vivemos à semana. cinco dias, cinco, para o patrão, dois para a família, os amigos, e, em sobrando, para uma réstea de gente que ainda nos habita. há variações, claro. alguns têm mais dias, outros menos. mas a gente vai por aí fora, tenta marcar um almoço ou um jantar de amigos e percebe que assim é, que assim quase sempre é. e assim é também globalmente. mais fuso menos fuso, o sábado é sábado em lisboa e em nova iorque, em pequim ou em bratislava, assim como o domingo o será no rio, na cidade do cabo ou em xai-xai. não somos contemporâneos, o mito da contemporaneidade já se fugiu como as areias da praia de são joão da caparica, uns de nós vivem no século XX, outros no XXI, outros no séc. XII, mas vivemos à escala global o mesmo sábado, o mesmo domingo, é uma proeza ideológica, um mundo que explode de diferenciação aguenta-se há alguns milénios a coabitar o mesmo calendário semanal. nunca ninguém me soube explicar muito bem porque é que isso acontece. e eu, quando comecei a abdicar das respostas alheias também não as encontrei por mim. quero dizer, há as respostas clássicas: a religião, os negócios. mas isso é ainda pouco. ou é pouco agora. tenho o corpo em festa. festa dos sentidos, o cheiro, este l'eau d' issey miyake que vem sempre em maio, a minha mãe pergunta-me, o que é que vais querer desta vez?, o mesmo que pelo natal, respondo, e assim é, há anos, gosto de colocar perfume em excesso, coloco-o para mim, sou o primeiro espectador do meu cheiro, festa dos sentidos, este ruído dos carros no tapete da rua da misericórida lembra-me o mar, depois as vozes dos colegas parecem-me as conversas das vizinhas, gosto de sentir que há gente à minha volta, até o silvado lento e tímido do computador se me assemelha ao chilrear dos campos alentejanos que ainda me zurze na cabeça, olho para o azul do céu e lembro-me do azul nas tardes do vale do silêncio, um dia, estava já nas aulas do josé manuel costa na nova, fui fazer de frederick eiseman para o vale do silêncio, horas e horas de cassete para trinta minutos de documentário. talvez um dia consiga trazer isso para aqui, é uma questão de formato, de formatação. é quase verão. apetece-me ir a jogo. poderia ter escrito e tê-lo-ía escrito com a mesma sinceridade, com a mesma autenticidade, estou farto de ir a jogo, mas escrevi, apetece-me ir a jogo. escrevi e inscrevi-me. ir a jogo numa tarde assim. já não apenas os olivais, a bucólica imagem dos olivais dentro dos cornos. este prazer hereje, sacripantas, é um pouco maior que um bairro, que uma cidade, até que um país. é o meu pequeno mundo.

sábado, 24 de maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A sopinha estava mais que maravilhosa


































(reparem na 2ª foto, o pavão que está em pé encostado ao poço a martelar a loiraça... calção justinho, meia branca e sapatinho como manda a lei...)

A sopinha estava muito boa...


Olh'ó Belo!