Na primeira visita descobri que se encontrarem dinheiro na rua, não o devem ir declarar à esquadra pois parece que o tesoureiro da fazenda pública precisa dele. Ao achador está destinada uma pequena percentagem. Pelos menos assim era nos derradeiros dos anos 70.
Perguntas tu ilustre olivalense blogoleitor(a): mas porque razão se chega alguém à casa dos carecas e anuncia que encontrou uma nota de 500 melréis?
É verdade, o amor… o amor e o ciúme claro, que de tanto conviverem, resolveram fazer uma sociedade onde partilham resultados. Sem me desviar, acrescento que esta é uma sociedade tão bem sucedida como inovadora. Criaram recentemente um novo produto com bastante sucesso; o ciúme das máquinas com gente dentro... Sucesso garantido.
De volta à estória, tudo começa com o meu xairmão a encontrar no chão da nossa rua uma linda e maravilhosa nota de 500$00. (Finais do anos 70 para os que quiserem fazer a correcção monetária). Este feliz acontecimento foi partilhado por todos os que estávamos no muro, autóctones e indígenas de outros arruamentos nomeadamente bafatás e porto amélias. Por essa altura uma especialmente bela, joão bela, alcunhada de ave nocturna, arrasava corações (ainda arrasa?) e creio até que partilhava momentos com o bafatá mais velho (aqui confesso que a minha preferida era outra, por acaso irmã de um C6 que por vezes nos visita). Um porto amélia provavelmente com o coração despedaçado (lindo, mas dói comó caraças), resolveu criar um facto complicativo sobre o destino a dar ao dinheiro e desentendeu-se com o bafatão que ameaçava dar-lhe uma bafatada. Não me recordo porquê e a bem da verdade não vou inventar, acabámos todos na esquadra, onde se deu a inesperada revelação de que o dinheiro revertia para o estado e a quem o tinha encontrado cabia uma pequena parte que o xairmão nos seus jovens 13/14 anos, nunca reclamou.
De volta à estória, tudo começa com o meu xairmão a encontrar no chão da nossa rua uma linda e maravilhosa nota de 500$00. (Finais do anos 70 para os que quiserem fazer a correcção monetária). Este feliz acontecimento foi partilhado por todos os que estávamos no muro, autóctones e indígenas de outros arruamentos nomeadamente bafatás e porto amélias. Por essa altura uma especialmente bela, joão bela, alcunhada de ave nocturna, arrasava corações (ainda arrasa?) e creio até que partilhava momentos com o bafatá mais velho (aqui confesso que a minha preferida era outra, por acaso irmã de um C6 que por vezes nos visita). Um porto amélia provavelmente com o coração despedaçado (lindo, mas dói comó caraças), resolveu criar um facto complicativo sobre o destino a dar ao dinheiro e desentendeu-se com o bafatão que ameaçava dar-lhe uma bafatada. Não me recordo porquê e a bem da verdade não vou inventar, acabámos todos na esquadra, onde se deu a inesperada revelação de que o dinheiro revertia para o estado e a quem o tinha encontrado cabia uma pequena parte que o xairmão nos seus jovens 13/14 anos, nunca reclamou.
Conselho deste que vos escreve: se encontrarem uma nota de €500, não a entreguem na esquadra.
Se não fosse este aviso entregavam.., não entregavam?
E já agora, uma "Bengalada":
"Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso de uma mulher para se formar um lar."
Com o apoio de:
Pearl Jam “Black”
Neil Young “Cortez the Killer”
Pink Floyd "The Great Gig in The Sky"
. Próximo episódio: O Juiz que gostava de futebol ou o Novo Redondo desbocado...