quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Falta de protagonismo!


Desculpa lá, Ó Bafata... antecipei-me! O Xai Xai tinha razão, isto deu-me outro ânimo!

Não está perfeita como as tuas... mas afinal quem é que anda à procura da perfeição?
Hei-de colocar também aqui uma fotografia de Monserratte. Uma coincidência, ontem. Estava a dançar e de repente apercebo-me que o meu par era dos Olivais. Desenrolando o fio da conversa apercebo-me que era a Luísa, há vinte e tal anos, estaríamos em 82, tinhamos feito parte do mesmo grupo do Tó. O que nós estamos diferentes para, na proximidade de um volteio na pista de dança, já não nos reconhecermos. Começámos a soltar nomes, os Dustra, um grupo de música formado pelo Zezito, o Abílio, o Fernando Guê, entre outros. Eram os Beatles dos Viveiros. Ainda me lembro do baixo que o Abílio comprou com o dinheiro do primeiro ordenado de carteiro. E depois ao chegar a casa, vou à caixa das fotos, lá estava, os nossos passeios em grupo até Monserrate, onde ficávamos toda a tarde deitados na relva a benzer a vida. E agora, ao ler o post da Timor sobre o Nuno Lemos , ao lembrar-me da fotografia linda, alucinada dele lá para trás, sinto uma indisfarçável ternura pela forma como crescemos uns ao pé das histórias, dos dramas, até das lágrimas uns dos outros. E um pouco como aquele velho do poema de Manuel da Bandeira que, da cadeira da barbearia, ao ver passar o cortejo, encurvava levemente a nuca sem saber a que morto se curvava, também eu resolvo não encher a caixa de comentários do post anterior com as minhas banalidades sobre a morte dos outros, deixando-o apenas para os seus amigos. Se até para mim que o via de longe ele é ainda, no seu geito meio alucinado, destemperado, uma memória tão forte de um misto de prazer e loucura de viver, o que não será para os seus amigos de rua, de vida.

Grupos ou Teach Your Children

Tenho esta fotografia datada de 1981, Monserrate: Nuno, Fernando, Pedro Morais, Mário Serôdio, Sabido, Emílio, Xico, Nucha e "Timor". Era para falar de grupos, mas já não me apetece (fica para outro dia). Faz hoje 26 anos que morreu o Nuno. Tinha 18 anos. Era fim de semana e estávamos um bocado espalhados, mas voltámos todos para os Olivais. Acho que foi o Gito que tocou esta canção na igreja:

Teach Your Children by Crosby, Stills, Nash and Young

You who are on the road
Must have a code that you can live by
And so become yourself
Because the past is just a good bye.
Teach your children well,
Their father's hell did slowly go by,
And feed them on your dreams
The one they picked, the one you'll know by.
Don't you ever ask them why, if they told you, you would cry,
So just look at them and sigh and know they love you.

And you, of tender years, (can you hear and)
Can't know the fears that your elders grew by, (do you care and)
And so please help them with your youth, (can't you see we)
They seek the truth before they can die. (must be free to)
Teach your parents well, (teach the children)
Their children's hell will slowly go by, (to believe and)
And feed them on your dreams (make a world that)
The one they picked, the one you'll know by (we can live in)
Don't you ever ask them why, if they told you, you would cry,
So just look at them and sigh and know they love you.

Há uma fotografia bonita lá muito para trás neste blog.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

L

com a devida vénia ao blogue irmão...

dão-se alvíssaras !!!

updating soltas oliveiras !!



E com ' a rapariga que vinha da provincia ' , o C3, o Largo feito Santo, o Timor feito Corte Real, assim se vai fazendo o update de tão ilustres posteiros !!

reflexo

http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/10/29/amigos/

Mais meninas bonitas dos Olivais...e alguns machos!!!


(2004) Será que ainda reconhecem algumas???

CX



Andava eu no 1º ano do liceu, na secção de Chelas do D.Dinis (ano lectivo 1974-75), quando fui convidado por um colega, que morava na Bafatá, a participar num torneio de futebol.
Não fui o único a ser convidado. Vários colegas meus também foram. Os que jogavam bem à bola e eram simultaneamente bons alunos.

O torneio ia realizar-se num clube que era no Campo Grande.
Clube Xenon era o nome.

Falei nisto aos meus pais que me avisaram das características peculiares desse local.
(...um familiar tinha aí sido "engolido"...)
O meu interesse era mesmo o futebol e por isso lá fui.

O torneio correu bem à minha equipa pois além de termos sido os vencedores também tivemos o melhor marcador.
No final de cada jogo esse colega que me convidou "desaparecia" e, pouco a pouco, todos os elementos da equipa iam sendo "convidados" a juntar-se a ele e a esses momentos de reflexão.
Só no dia da entrega dos prémios é que abertamente me disseram que poderia ir rezar juntamente com os outros. "Vim só para jogar futebol" foi a minha resposta, que nunca fui dado a rezas.

Acho que perdi a oportunidade de uma grande carreira no bcp...
Óh pra elas.
Pão de Açucar dos Olivais

segunda-feira, 29 de outubro de 2007



Será aqui???






Até parece o Brasil ou será África




Foi aqui que aprendi.

Era sempre a acelerar na recta.

Para lá e para cá.

Eu não estava a pensar escrever hoje mas...

"muitos de nós demorámos a tomar balanço para esse universo paralelo..." *

...há frases assim, irrequietas, a bulirem connosco. Ainda ontem passeava nos Olivais com o meu filho. Para ele tem sido uma festa quando eu lhe conto que este é o lugar para onde eu vim com um pouco mais do que a actual idade dele. Ele quer conhecer-me e quando descemos ao Vale do Silêncio e eu desato a correr atrás de uma bola ou a rebolar-me com ele no chão, compreende um pouco melhor porque é que o pai dele tem este lado criançolas. Ontem quando saímos do antigo Café do Tó, actuais Arcadas, depois de encontrarmos o pai do Manel, seu antigo colega de creche, e de os dois termos estado a falar do blogue dos Olivais, ele ficou admirado por ter percebido que o Miguel e a Nucha não eram só os pais do seu amigo, mas pessoas com as quais o pai, há muitos anos, se tinha cruzado neste lugar que ainda é imenso, que ainda é tão pequeno, três ou quatro sitios habituais. E fomos dali até à Quinta Pedagógica com ele a inventar profissões para os seus actuais colegas de escola. A propósito de Quinta Pedagógica: é um pequeno lugar, ali entalado entre os viveiros e a Bedeteca, mas vale a pena visitar e estar atento aos Ateliês. Ontem apanhámos um sobre cozedura de pão.



----------------------

* Timor, nuns posts abaixo.

Olá...