sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Atão, coméqué?

Beijos e Abraços e Boas Festas!



Depois deste momento grandioso e pela última vez, volto a este assunto.



Quem quiser alinhar numa cena destas (12 Jan 2008/12h00), só precisa confirmar a sua presença, aqui ou noutro sítio qualquer que eu chegue lá.


Inté, com muita e boa onda!

Celestino


© Marcel Marlier, casterman

Uma outra imagem do Celestino.
( aqui imortalizado nas aventuras da Anita )

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Outono nos Olivais



A escultura do Sam



Imagem: Intrusa

A Quinta Pedagógica (pelo olhar de uma Intrusa)





"ovas ou iscas?"

o burro dos olivais


Era um burro velho e manso, com umas enormes pestanas, que algum de nós se lembrou de baptizar de Celestino. Desde o dia em que o encontrámos passou a fazer parte das nossas tardes, talvez durante umas duas semanas, não mais. Mas duas semanas, naquela altura, naquela idade, naquele verão, era imenso tempo.

Um dia, no balanço que normalmente se fazia ao jantar lá em casa, acabei por referir que “estivemos a passear com um burro”, meio a medo de que disso me viessem a proibir, meio excitado por me atrever a contá-lo. Mas eles sorriram, achando graça a tanta imaginação. Tornou-se assim um lugar comum ao jantar, eles perguntando sobre o “e o burro, hoje”, e eu lá contando os últimos episódios. E depois eles entreolhavam-se, sorrindo. E lá fui desembrulhando a história, todos os dias um pouco. Confiava-lhes que o tínhamos encontrado num baldio, e identificava o lugar com rigor, ali perto de casa, sítio comum num bairro em construção. E todos os dias eles ficavam a saber um pouco mais do burro. Sabiam que se chamava Celestino e normalmente era já assim que me interrogavam no inicio da conversa, “então e o Celestino, está bem?”. E desenrolava-se mais um pouco daquela história, ouvida atentamente quando lhes contava como todos os dias o íamos buscar a uma estaca, num descampado de chelas, (onde anos mais tarde se montou a escola do 12º ano), e como ele já nos tinha ganho confiança, seguindo-nos, já nada renitente como da primeira vez. E perguntavam-me se ninguém achava estranho, andar assim com um burro em plena cidade. Eu não lhes percebia a estranheza mas sempre lhes ia confidenciando que por acaso naquele dia tivéramos de fugir a um polícia que nos chamava ao longe, e de como tínhamos conseguido esconder o Celestino por trás do prédio da drogaria. E lá iam escutando tudo com algum encanto, deliciando-se nos pormenores, no nexo que todas as descrições faziam, naquela história de um burro com um bando de miúdos numa cidade que todos os dias se prolongava um pouco mais. “E que come ele” perguntavam. Aí interrogava-me também, pois que nós pouco lhe dávamos, mas que com certeza o dono, o homem que o tinha preso lá na estaca, no baldio, havia de tratar dele, quando nós por lá o deixávamos ao fim da tarde. Por vezes a minha mãe achava-nos algum exagero já, “que também não é preciso andar com o frasco de mercurocromo atrás, que podem bem brincar sem essas coisas”. E eu lá lhe explicava que era para curar uma chagazinha que o Celestino tinha por baixo da perna esquerda. Acabava por condescender, já sorrindo com avisos de cuidado.

Naquele verão, todas as tardes a seguir à escola lá íamos buscar o Celestino, e com ele passávamos aquelas horas que se estendiam até ao lanche. Ele seguia-nos, já naturalmente, dando as mesmas voltas, quedando-se quando nós nos sentávamos em alguma escada, seguindo-nos as brincadeiras com a cabeça, e por ali ficava no ócio connosco, com aquele olhar meigo, tendo-nos como companheiros. Depois vinha o lanche, outras obrigações, e lá o íamos deixar preso à estaca de novo, já com saudades, inquietos pelo dia seguinte.

Uma noite viram-me tristonho, e já na sobremesa questionaram-me. “Foi o Celestino dizia-lhes, já lá não está. Tenho medo que tenha morrido”. E eles entreolharam-se, inquietos, sabendo-me magoado: “deixa estar, olha porque não passam a brincar com leões, ou veados, hás-de ver que hão-de encontrar outro bicho”. Nunca mais voltámos a ver o Celestino, aquele burro velho e meigo, e as conversas ao serão acabaram por deixar de o trazer e de perguntar por ele.

Ainda hoje me lembro dos seus olhos tristonhos, aquelas pestanas enormes, a mansidão com que matava as horas da tarde connosco. E ouvia os meus pais contaram aos amigos, aos meus tios, da imaginação com que eu durante dias a fio, trouxe o Celestino para as conversas do jantar. Nunca os contradisse, nem mesmo em adulto. Afinal, que importância teria ser fantasia ou realidade.

Hoje, quando por lá passo, já não há baldio nenhum, nem um bando de miúdos e um burro. Há apenas pressa … e o Celestino, quase que piscando o olho.
[este post foi publicado em 14.12.07 pelo Fulacunda e republicado hoje, depois de composto com a fotografia enviada pela Intrusa.]

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

de todos .. e para todos !



E porque o Natal é quando um homem quer, mas apenas nos lembramos a partir de Dezembro e suas luzinhas , porque é quando se esquecem de nós que mais nos lembramos dos outros, porque é dificil de acreditar que há pessoas sem mundo e este mundo sem pessoas, porque é bom saber que pertencemos a algo e que esse algo tem nome de gente, de bairro, de amigos, porque somos dos Olivais e isso vê-se logo, porque tenho saudades de vos ver ....



A todos, um bom dia, uma boa semana, um bom mês e ano, o que passou e o que se lhe deve seguir. E que na noite de 24 caia o casaco ao Velho Barbudo, se estatelem as renas numa fogueira gigante e assim possam alguns esquecidos ter uma consoada com menos frio e fome. E que nos perdoem, aceitando a mão que muitas vezes, em tantos outros meses, esquecemos de estender!!

um bom e santo Natal

©pampam

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Dia do Senhor Cozinheiro

É por causa deste salmão assado no forno que me encosto ao rememorejar. Eu não sei se esta palavra existe mas se não existe, deveria existir. O memoriar traz sempre um rumor, uma vaga de fundo, um torpor, talvez um eco. Passei uma hora e um pouco a fazer este assado. Cozinho de uma forma muito particular, que aprendi enquanto observava o meu pai. Mesmo não sabendo que o observava. Primeiro, tal como o meu pai fazia, coloco o avental.



Continuar a ler este post

domingo, 16 de dezembro de 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

natal


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

1 milhão...


...de beijos ( ou mais ) terão sido dados ( ou ficado por dar ) naquelas caves da Catió, ou noutras caves ( ou varandas, ou quintais, ou garagens... ) de outras ruas deste mesmo bairro...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


parabéns!