sábado, 19 de janeiro de 2008

Radar Kadafi - Eu sei que nao sou sincero

Mandaram-me isto e acho que fizeram bem...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Do "rock" alguém(uns) deverá(ão) continuar a falar. Muitas mãos cheias de memórias, as de cada um, algumas entrecruzadas, outras dessas do cada um como cada qual. Uma pré-matinée - coisa de liceal veterano, a já poder entrar antes da hora -, casa ainda vazia, um Style Council inteiro a tocar é, talvez, a mais viva dos tempos iniciais

Mas assim para agora, outros que avancem, que para mim é dia de recordar uma noite de 31 de Julho, "escort" de uma "mais velha", a sermos coro de disco. Heróicos os tempos, a noite.
Timor nesse teu "nunca é demais ir recordando" recordei-me de um tipo que "comemorou" o dia dos quarenta anos assim:



Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
-------------------------------------

José Cabral [foto] /

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

nunca é demais ir recordando ....




... já está marcada a próxima tertulia, no mesmo local, Fábrica Braço de Prata, sala Eduardo Prado Coelho, desta feita. Quando ? Domingo, 10 de Fevereiro às 15 horas do costume . Com quem ? Connosco à volta de duas Oliveiras, uma biografia e histórias de rock..

Helena Reis, a autora, Zé Pedro, o Roqueiro ..

wrong words

A paixão que mantive com a minha namorada mais gira durou apenas 3 meses. Um dia deambulávamos pela Av. Roma e cruzámo-nos acidentalmente com uma turba de olivalenses. Depois de trocadas efusivas saudações - acompanhadas devidamente com as bocas foleiras da ocasião – recuperei de novo a compostura que por breves momentos me abandonara e retrocedi para junto dela que se afastara uns passos, claramente acabrunhada com o tumulto. Já ao longe seguíamos os dois em passadas gémeas e ainda se ouvia a algazarra que ficara para trás. O resto da tarde passava-se então como de costume, passarinhando por lugares de ocasião (não queirais saber tudo) a desfiar conversas distraídas até que, ocasionalmente, fez-me ela saber da sua apreciação: que tinha achado o pessoal com um bocado mau aspecto.
Nunca mais a vi.

Templos Modernos




( bem gostaria de ter conseguido fotografar um cão preso a uma das oliveiras ;-(

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

gasolina, água, superbock???????????????


café do Tó, camisola da avó



Natal no Roma


Fim! Soava por aí, nisso das famílias já descendentes. Tudo apertava nas quadras, as festas natalícias então ainda mais, apelando ao jovial responsável entre filhozes e filhotes. Renitentes, alguns defendiam-se como podiam, e não era muito. Em véspera de Natal combatiam como se em Estalinegrado, tasca a tasca, copo a copo. Caindo a tarde ao ocaso fechava-se o Pinto, já barris e garrafas meio cheios ou vazios, corriam, no lesto de já trôpegos ao "Tó" talvez já Arcadas para mais uns "por favor ..., temos que fechar". E aí, astro-rei já mergulhado, fugiam, atrasando consoadas e adulteses, refugiando-se no último palco

umas rodadas valentes ao café Roma, frequência só desse dia, fingindo ali a verdadeira festa, sem criancinhas, essas pestes, sem pai natal, sem farófias, que os doces eram etílicos, os palavrões muitos e as zangas e amuos, essas de qualquer família que se preze, ali ausentes tal como as tralhas das prendas da obrigação

e os empregados já, do hábito do ano-a-ano, num "estávamos a ver que não vinham este ano". Copo a copo lá iam eles desistindo, rabo entre perna saindo rumo à respeitabilidade. Um dia o Roma, feito fronteira de um olivalismo afinal imperialista, fechou. E algo se quebrou.

o fula já teve 19 anos...



terça-feira, 15 de janeiro de 2008

afinal havia outra ....



... e eu sem nada saber ... postava !

Ei-lo aqui, moço enfastiado com fumo de cigarro alheio sobrevivente à sanha persecutória do novo ano ! Ei-lo ou ei-los, que se juntam quais Oliveiras solidárias e que mais ao lado usufruiram ainda de outros postadores do Olivesaria encartados, investidos até !!

Ei-lo pois em seu esplendor e calça de ganga !!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eras eram em que já se lhes cresciam as memórias, vaidades passeadas. Mas ainda livres, sem requebros e enleios das parcas exposições públicas que as teclas iriam deixar imaginar. Livres, sem medos - pelo menos quando de líquidos se faziam as forças. Um dia viriam a blogar, mais medrosos do seu nariz. Nesses tempos ainda não ... apenas seguiam

brasuca, vésperas de alguma partida

e foi assim .... a tertulia !

... do melhor. A tal de Tertulia, onde o ponto de partida era falar sobre um livro, edições e palavras em mundos de blogues. Por lá vi Oliveiras, por lá tive essa sorte. Umas que falaram, outras que abrilhantaram a coisa com a sua presença. Uma saiu escondida neste documento relembrador do evento, está ali para o canto direito, reconheçam-lhe os jeans ...

Já está marcada a próxima ... presentes Oliveira ilustre & sua irmã, que lhe escreveu e editou uma biografia. Oliveiras nortenhas, mas nossas. Zé Pedro dos Xutos e Helena Reis ...

domingo,10 de fevereiro, 15 horas, fábrica braço prata, sala eduardo prado coelho ...

Bute lá pessoal ??

Mais uma foto para ...

... juntar ao post aí debaixo

agora!!!
e nisto um dos que estava no banco detrás tapava de imediato os olhos ao barão enquanto o que seguia no lugar do pendura puxava então pelo travão de mão.

agora!!!
e lá se ia repetindo a cena, com o carro a andar de pandeiro para o lado em que estivesse voltado e pelos mais inoportunos caminhos. (coisa de sobredosagem nas inalações dos "vapores e fumos exóticos" certamente)

Mas nunca se despistou. Do que me lembro houve apenas um furo. Um bom carro portanto.


albufeira ... around 1970 !


Fula .. esta a foto de que te falei ontem na ' Tortura ' .... eram os tempos de férias no Inatel ! Vês-te por lá, ou algum mano/a ? Eu ando por ali com cabelos desgrenhados, educação hippie me parece pois !