o que vale é que vem aí alguém dentro em breve trazer de novo a esta ribalta a verdadeira e incontornável arqueologia dos olivais
(estão a ver b.b.b. e jb., é justamente para poder mandar assim umas fisgadas aos passarinhos e depois assobiar para o lado que a mim não me apanham mais como administrador deste blog; que um gajo assim na plebe, se não gosta queixa-se e pronto)
sábado, 26 de janeiro de 2008
do alegre memorialismo ... ao cinzento urbanismo
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Ecossistema comunicacional
Folhetim de feição epistolográfica
Eu cá concordo mais com uns do que com outros, mas o que não quer dizer que não concorde menos com os outros do que com os uns. Há coisas em os outros que têm o meu acordo, também e naqueles com quem mais concordo estão coisas com as quais menos concordo. Rasurando daqui e dali e colando acoli, era bem capaz de arranjar uma carta com a qual concordaria na totalidade!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Epílogo para um bairro?
Ler mais aqui.
IDEIAS PARA A ZONA CENTRAL DOS OLIVAIS, LISBOA
Docentes: Arq. Nuno Portas, Arq. Carlos M. Ramos
(o resto tá aqui...)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
1. A Rapariga Que Vinha da Província continua, como é natural face à sua origem, a desconhecer a Cidade - aquilo que está aqui a ser discutido é a cidade. O que poderemos discutir é se deve ser ou não deve ser a cidade: uma discussão ética, com conteúdos técnicos (e mesmo científicos). Mas nunca poderá negar o real - a cidade é aquilo, as cidades são aquilo, o país proliferou naquilo.
2. Não desmereço as questões éticas. Mas não me posso surpreender com o real quando ele é omnipresente. Nem tampouco zangar-me quando intervém nas minhas memórias (paisagísticas e lúdicas) privadas e achar normal quando o resto involui assim.
3. Há questões éticas (até meta-deontológicas). Os arquitectos são profundamente responsáveis do que se tem passado no Portugal do poder local. Há sobre eles um discurso que sempre os desculpabiliza (são os desenhadores, são os engenheiros, são os empreiteiros - que projectam; são os donos - que obrigam). É uma classe que mantém status social - não tanto como nas gerações anteriores quando secundavam o juiz, engenheiro, médico e coronel, mas isso porque a sociedade mudou e as outras profissões de toga (e farda) perderam estatuto e distinção. É uma classe que mantém status social e alguns recursos - muitos estão proletarizados, os jovens parecem caídos nas guildas medievais. Mas não é só com essa corporação que isso acontece.
Esta é uma lengalenga para insistir num ponto: que eu saiba não há nem houve um único movimento corporativo para combater estas tropelias. Se tal existe não passa à opinião pública medianamente informada. É, sistematicamente, uma classe que se quer escapar ao escrutínio público na mistura de duas reclamações: a auto-desculpabilização referida; a tecnicidade do seu ofício, nada atreita a leigos (argumento repetido que deixa entrever a sua superioridade sobre todos os outros ofícios, claro está). Mais, assume as mais execráveis posições e afirmações públicas sem qualquer pudor ou crítica corporativa - abaixo, em registo corrido falei do Siza sobre Alcântara: têm que me dar muitos pormenores do contexto para que eu aceite a sempre presente desculpa da descontextualização. Na realidade o que se passou foi que o guru (e também guru ético, tamanho o mito do Arquitecto e da Personagem que vão alimentando) referiu que se não fosse ele a fazer uma torre outro o faria - e nenhum colega berrou indignação com tamanha miséria moral.
De fundamentalismo em fundamentalismo…
Esta história do tabaco dá-me cabo do sistema.
Mandam o pessoal deixar de fumar em sitio fechados, mas as infra-estruturas pró pessoal se auto-mutilar nem sinal delas. O que eu quero dizer com isto é que é igualzinho ao que se passa quando se fazem grandes centros urbanos no meio da cidade e se esquecem de criar suporte logístico que os apoie.
Ora bem, vamos a ver se é desta que eu consigo explicar a minha revolta. Há duas vigas mestras a suportar a minha esta minha raiva e são elas:
1ª
Saio de casa e os passeios estão cobertos de uma nova matéria. Em vez da pedra da calçada há agora um mar de beatas (bia, grita alguém) que a cobre na sua quase totalidade.
É impressionante…
Com certeza que tudo isto foi largamente pensado e já há uma máquina qualquer que, enquanto dormimos, silenciosamente vai apanhar este novo resíduo e aproveitá-lo para um novo e nada poluente combustível.
Digam-me, por favor, que isto é assim…
2ª
Passear já não é a mesma coisa. Há, neste campo, também um novo conceito no que toca ao vulgar passeio. Fazer uns meros 500m, por exemplo na Av. 5 de Outubro, (que é com certeza um espelho do que se passa por toda esta nossa terra à beira-mar plantada) é sermos bafejados (e o termo é realmente este) de 3 em 3m por uma nuvem branca/cinza e morna acabadinha de sair do pulmão de alguém que está a morrer de frio e a fumar à porta do seu escritório, em vez de estar a dar cabo das facturas que estão em cima da sua mesa (ia dizer secretária, mas pode sempre dar origem a más interpretações). Podemos sempre ir para o meio da estrada e então sim, as vítimas mortais causadas pelo tabaco iriam aumentar consideravelmente.
Ideia brilhante em jeito de conclusão, arranjem-se uns cinzeiros grandes e coloquem-nos dentro dumas redomas de vidro – tipo tubo com cerca de 1,5m de diâmetro e 3m de altura, haverá uns um bocadinho maiores para os mais gordos ou para os que gostam de ir aos pares, onde o pessoal vá, à vez, fumar - deixam de haver beatas no chão, o fumo é canalizado para cima em vez de ser na cara dos transeuntes (sempre gostei desta palavra) e os fumadores não terão tanto frio… quando chover é que vai ser um problema… chamem lá um engº para resolver isto, s.f.f.
Ufa!
todos os carreiros iam dar ao Cheira
Brincadeira ali, lembro de quando aquilo ainda não estava minado de hortaliças inventarmos pista de ciclocross, de pouca dura. Não era território para grandes brincadeiras, mesmo para pedalar a bicla havia outros que davam muito mais gozo. Lembro também o recreio da escola barracão eternamente provisória.
(isto dos links é giro... não vos quero é chatear muito se não, punha o mesmo link em todas as palavras)
Enquetafula:
Se a horta pariu um monstro? O monstro cresceu-se Portugal? E Portugal defecou na horta?
(ou de comment a post)
ó meus caros amigos a quem nunca faltou educação nem sustento
(nem umas viagenzitas pelos trópicos ou pela neve, se calhar, eh, eh)
tudo é MELHOR do que o que lá está neste momento.
a arquitectura é MÁ
a densidade urbana TENEBROSA
o nível de impermeabilização do solo é de 100%!
o espaço público AUSENTE
a especulação deu MUITO LUCRO
aquilo NÃO É CIDADE
pelo menos, nas hortas, havia alguma biodiversidade!
e, desculpem lá, permito-me duvidar que os vossos filhos prefiram o shopingue a umas corridas no meio das ervas daninhas e das couves, à falta de um parque ou de um outro lugar decente para brincar.
um dia (até a nós) isto teria de acontecer
Aqueles que pretendem habitar um passado ermitão que insiste em empurrar a sua contrariada descendência para a horta do sô manel, que se quedem por aqui, já que afinal - e reconheçamos o direito dessa propriedade - tal perspectiva arrola o romantismo que esteve na fundação deste blog. Já essoutros que como eu preferem a lycra esbranquiçada e brilhante dos fatos-de-treino da adidas para as suas caminhadas culturais pelas galerias do centro comercial, que sigais comigo então. Abriremos um outro blog, mais urbano, mais sofisticado, um reticulado rigoroso que reclamará da modernização que os nossos filhos merecem, talvez até decorado nas suas margens com anúncios da macdonalds, e preenchidos aqui e ali com post's úteis sobre as dicas para a playsation3 e ofertas de bilhetes para estacionamento gratuito, mas sem que os obriguemos a serem empurrados para os espaços esconsos, sombrios e desabitados das nossas memórias hortícolas.
2. eu apoio o post do benguela que (....) me apoia a mim. Gosto ainda, e particularmente, da história de que em carreiro trilhado não se cria tabaco, o que é uma chatice
3. os meus pais são octogenários - estão a envelhecer como todos os pais da rapaziada da geração que enche as memórias que animam este blog, geração essa que também se apresta a cair da tripeça, tamanha a rapidez do circuito. Habitam eles na Bolama, ao cimo de umas escadas que só uma torpe visão da História continua a denominar como do "prédio do Barão".

