1. eu acho que finalmente isto atingiu o estatuto de blog colectivo - há discussão interna ("ó hííílda, mete os putos em casa qu'á porrada no beco", diziam os das hortas ...). Mais um bocadinho e até os entre-carolos ascenderão a posts e, então sim, teremos BLOG... (oops, então por que é que não trago o comentário a post?).
2. eu apoio o post do benguela que (....) me apoia a mim. Gosto ainda, e particularmente, da história de que em carreiro trilhado não se cria tabaco, o que é uma chatice
3. os meus pais são octogenários - estão a envelhecer como todos os pais da rapaziada da geração que enche as memórias que animam este blog, geração essa que também se apresta a cair da tripeça, tamanha a rapidez do circuito. Habitam eles na Bolama, ao cimo de umas escadas que só uma torpe visão da História continua a denominar como do "prédio do Barão".
Vão ao correio logo ali. Têm multibancos e bancos à frente de casa. Têm praça de taxis sempre disponível. Têm (interrompido agora, por obras) cinemas (ainda que da Lusomundo). Têm uma Bertrand, uma papelaria para os jornais todos e mais as revistas que pululam, um supermercado decente (muito fraco de vinhos, aviso), restaurantes vários até mais ou menos.
E agora vêm-me dizer que o bom é que tivessem posto ali um parque (ainda por cima a 500 metros do Vale do Silêncio?!!?) para que o pai António (posso deixar o nome verdadeiro, senhores administradores?) andasse por lá a ver os rapazes da sua geração a babarem-se nos bancos enquanto jogam dominó - sim, porque a ele sentado a virar as peças não o estou a ver - e a resmungarem sobre o tempo do peyroteo, do salazar e das tipas com buço?
Um bocado menos de tijolo e betão por ali? Claro - mas não está Lisboa toda assim? Não está todo o país assim "urbanizado"? Como é que haveria de ser diferente à porta da (nossa) rua? Devido ao espírito do "sô manel", a assombrar os empreiteiros e os cabo-verdianos/eslavos gritando-lhes "com o dedíínho é que ééé!!!", e fazê-los fugir dali não lhes fossem desfalecer outros apetites menos betonais?
4. Para além disso o Gordo ainda lá está, confirmei recentemente - um gajo pode ir do Gordo ao Ferrador sem passar por aquela tralha, basta dar a volta. E assim se desermerdar sem quaisquer problemas ...