sábado, 27 de outubro de 2007

Nampula ano lectivo 73/74

Será que conseguem descobrir alguns cromos, na altura com 10 anos de idade?



amélia sebastiânica ...

 




' .. só tenho pena de não estar por aqui uma tua vizinha do fundo da porto amélia que muito gostava de rever.'

in ' comment by a doublexai blogger missing an old ' friend ' !!!

edições comments around vilapery
Posted by Picasa

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

GLORIOSOS MOMENTOS

Há tempos atrás, em plenas férias de verão, estava uma noite quentinha assim como a disposição de dois Olivalenses de gema que resolveram pegar numa mota verde alface e arrancar para StªCruz e acampar por lá durante uns dias.
Assim foi, viagem feita sem peripécias de grande monta ei-los chegados á vila submersa num imenso nevoeiro.
Viragem para esquerda, viragem para a direita, e não davam com a p....do caminho para o parque.(notem que não se via nadinha).e então ao repararem que o chão que estavam a pisar ela de relva resolveram acampar mesmo ali.
Horas passadas os nossos Olivalenses acordam, saem da tenda e reparam que estão acampados no meio de um cruzamento em plena Vila .............sob os olhares espantados da população

Grande celebração do septuagésimo nono dia da Olivesaria






Comensais (lista actualizada)


Fula
Xai
Eu



Vila Pery

E cá está finalmente a Rua Vila Pery, mais conhecida pela Rua 4 ou ainda para alguns as “moradias da policlínica”…
Sou uma pura Olivalense, já que nasci numa daquelas moradias (talvez porque não houvesse tempo para chegar à maternidade, dado o dia que era…) e no quarto onde sempre dormi…
Ao longo dos anos tenho reencontrado algumas pessoas deste bairro, através dos jantares dos Olivais, onde vão sempre aparecendo caras novas e com quem entretanto tenho estado com alguma frequência e temos relembrado episódios e algumas memórias engraçadíssimas!
Como comentou e muito bem, o “Lobito” - não houve infância tão marcante quanto a vivida nos Olivais – é de facto uma grande verdade! Vivi os melhores momentos da minha infância e adolescência naquele bairro, naquela liberdade sem igual e onde toda a gente se conhecia. Um bairro com gente giríssima, os rapazes mais giros de Lisboa e as raparigas também… acho eu… Todas as minhas experiências marcantes, foram nos Olivais, o meu 1º beijo, o 1º namorado (aquela fase em q não se passa nada…), e logo a seguir a maior das minhas paixões. Ainda o 1º cigarro, a chinchada (nem sei como se escreve…) no quintal dos vizinhos, as ganzas (algumas subtraídas a um dos meus irmãos), etc
Os muros da nossa rua, sempre pejados de gente, 1º no muro dos Cartaxos, mais tarde, no muro dos Pavões. Ao mesmo tempo saltitávamos para o muro da Rua 2, onde se juntava igualmente o pessoal da Cidade da Beira (Paulo Crato, Victor, Vasco, etc). O pessoal ia chegando à mediada que o jantar terminava, jantar esse que por vezes nem havia tempo para mastigar, com a pressa de ir para o muro, alguns para por a conversa em dia, para outros para namorar!
Muito antes disso e embora bastante novinha, sempre fui uma espécie de mascote daquela rua (eh,eh,eh), o que me dava um estatuto especial e por isso era-me permitido entrar nas festas e brincadeiras dos mais velhos. Festas nas garagens dos Tavares e do Pedro Fonseca, onde se viam apenas luzes encarnadas e tudo na marmelada ao som dos Beatles, ninguém dançava…
As festas que eram sempre do melhor, mas que normalmente acabavam sempre à porrada…no S. Marcos, no Penta, no Fénix, em Agronomia, os chás dançantes no Colégio Militar e outros sítios que não me lembro.
As escolas, julgo ter andado em todas (lol), desde o Colégio do Olivais (sol de pouca dura…), à piscina, aos Viveiros e mais tarde o D. Dinis, acho que por esta razão, sempre me dei com vários grupos dos Olivais.
Ficaría aqui a noite toda a relembrar momentos gloriosos….

Comer e dar com os pratos na cara

Comer bem para viver bem, ora bem... estão abertas as matrículas para quem quiser tomar assentamento à volta duma mesa de jantar... amanhã, Sábado dia 27 com local e hora a combinar...


Lista de comensais até agora:

Xai Xai
Benguela
Fula

(em actualização até para aí... às 11 da noite)






Maracangalha



Maracangalha é o nome do campo de futebol estádio com relvado de betão que existe por cima da garagem do nº1 da Rua Cidade de Bolama (e bem visível da curva da Rua Vila de Catió).

O Maracangalha (postador) era um craque!
Apesar dele não assumir a sua condição de excelente:
- guarda-redes (assim tipo Zé Gato),
- defesa (estilo baseado no Freitas-ou-passa-homem-ou-passa-bola-os-dois-nunca!),
- centro-campista (o Toni dos Olivais)
- ou mesmo avançado (ainda hoje toda a gente se lembra do seu estilo aguerrido muito parecido com o do Néné).
Jogava bem em qualquer posição.
O sonho de qualquer treinador.

Só mesmo o Brynner e o Toninho Barrigana rivalizavam com ele!

Eram sempre os primeiros escolhidos.
E todos nós queríamos ter a sorte de ficar na mesma equipa que eles.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

where do some people come from ... updated !





... porque nunca é tarde para reparar uma omissão !! Inha's sign à parte, pois depois de 45 minutos à volta de um programa de fotos para crianças de 5 anos .... não conseguia carregar de novo a toponimia do Largo dos Peitos. E se punha o Inhambane e tirava o Largo ... tapava os pés e destapava a cabeça.... lá vinha guerra mais logo ... Assim cumá ssim ... fica assim !!

PS: depois de pequeno tumulto cerebral e por favor sem me perguntarem como , consegui inserir o Inha's sem mexer no Peito !!!!

PS II: Amanhã volto ao Jardim de Infância para noções básicas desta josta do Picasa!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

radar









"Making of" da sessão fotográfica com o Álvaro Rosendo.
(Doca dos Olivais)

...e à noite antes da distribuição de folhetos pela Av. de Roma.
(Rua D. Aleixo Corte Real)



19 Junho 1985.

Vamos aos 200, Olivas!

Lembram-se quando gastávamos uma tarde inteira nos toques? Um, dois, três, trinta...xi, olha ali a Belinha...porrâ, enganaste-me, agora tenho de voltar ao princípio... As várias barreiras que fomos ultrapassando, desde que começámos a dar toques no cautchu, até que já meio craques íamos aos cem, aos duzentos, e até aos trezentos toques, às vezes até com aquela paradinha no peito que fizeram de Figo ou de Cristiano Ronaldo verdadeiros magos? Assim é aqui também, vamos ultrapassando os nossos limites, nos comments, nos comentários, nas postas dos posts. E para evitar os scrolls, que Reviver o Passado merece, sigam o link aqui (para que não hajam tresmalhanços este post, assumidamente blogumbiguista, é incomentável).

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A casa das paredes de nós

Aquela era a nossa casa, o lugar onde nos sentíamos bem, onde entrávamos sem justificação, onde nos deixávamos estar nas eternidades que couberam nos nossos vinte anos. Ficava na praceta aleixo corte real, no rés do chão, e marcou o período da minha segunda relação afectiva com o bairro, já depois de ter ido fazer um curso de teatro que mudou radicalmente a minha relação com a vida, com os outros. Aquela casa não era um lugar deste mundo. Ficava na fronteira entre um lugar imaginado e um lugar real. Podiamos escrever nas suas paredes. Podiamos chorar, rir, fazer teatro, tocar. O primeiro concerto dos Grajaú, com o Abílio Viegas, o Fernando Guê, o Ruca e o Pedro Queiróz (o dono da casa) foi lá. Era lá que nos juntávamos os do bairro, os que vinham do teatro, os que vinham da música, os das ganzas. E por vezes ficávamos a dormir quando nos chateávamos com a realidade. Ou ela connosco. Ou simplesmente, quando esse desejo de ser grupo nos atravessava. Viéssemos de onde viéssemos era por lá que passávamos. Tocávamos à campainha, alguém, nunca o mesmo, abria a porta. E se era hora do jantar íamos buscar mais um prato. E depois lavávamos a louça. Era a nossa casa. Podíamos escrever nas paredes, sempre que digo isto preciso de repetir, as paredes estavam cheias dos nossos poemas, das nossas inscrições de juventude a doer. A realidade não era especialmente meiga connosco. Estávamos nos princípios de 1980, a crise, a crise, pá, esta porrâ da crise sobre as nossas vidas, pá, era uma chatice, pá, salários em atraso, desemprego, contratos a prazo, a falta de perspectivas, e ao mesmo tempo este apelo meio subterrâneo ao carpem diem, ao estarmos juntos, as ganzas, as ganzas foram uma merda, um gajo ía comprar um pintor mas depois um pintor já não dava para nada, tinha de ser uma quinhentola, e depois, lembras-te?, a gente ía para fora, para o Guincho, para o Algarve, para Sintra, nos planos da viagem lá estava o chocolate, sem ele até parecia que a festa não se fazia, não acontecia, ó pá o que lixou isto não foi o chocolate, o chocolate era como o da ribeira, uma festa em grupo, a sério, o pior foi a coca, a heroa, a heroa é que veio dar cabo disto tudo, eu já não te podia olhar nos olhos, entendes?
Foram os anos oitenta. É dificil explicar o que foi viver os nossos vinte anos abertos nos anos oitenta. Foi um festim, foi uma festarola, as coisas compuseram-se, endireitaram-se, o mundo tem um corrector ortográfico preso à cintura, mas foi duro, enquanto não se endireitou foi duro para todos nós. Não havia heróis. Foi por isso que construímos por dentro daquelas paredes uma edificação que afinal éramos nós a ressoar com o nosso medo de nos apequenarmos. A casa das paredes de nós era o lugar onde tudo parecia poder reexistir à nossa medida. Onde começámos a falar da arte, a falar da ideia de transformarmos o mundo, a descobrir a nossa sensibilidade, a atenção ao que nos cercava, faziamo-lo com gerações muito diferentes, todos eles eram iguais no escrevinhar nas paredes, hoje é dificil explicar isto. As nossas casas, elas próprias, não nos entenderiam.

Stradivarius


dando imagem a ...



... um fantástico post do Xai e a um comment da Lobita.
' ...
Aí chegados, a entrada foi fácil, à Olivais, cada um de nós escolheu o seu “pai” ou “avô” adoptivo e com um; “Senhor, posso entrar consigo?”, tornávamo-nos “familiares” de circunstância e passávamos os porteiros ... '.
Pois assim era em 1976 como bem referes Xai . A partir do ano seguinte, já com arzinho de rufia olivalista ... toca mas é a pagar bilhete meninos. E ali está, o 1º que paguei nas competições europeias, 1977, 70$00 que o mar não estava para peixe !! Recordo esse dia que falas e acredito que os restantes arrancadores prá bola à ultima da hora tenham sido o Joca, o Becas, o Bizou o Ossitos e o Xóina ( cabindense afastado por onde andas ?? ) . Pelo menos essa era a pandilha !! E nós os Bafatistas é que te agradecemos Xai. Por este post, por teres estado tanto tempo por ali connosco ...
Lobita: não era necessária gráfica confirmação mas aqui está, dois milinhos de escudos e foi para quem quis..
' ... Odiei aquilo. o estádio tremia debaixo dos meus pés - que aflição. ' ... Lobita comment !!
AQUILO Lobita, aquilo era e é a mistica de se ser BENFIQUISTA. Tremia o estádio, tremiam seis milhões de corações, tremia o mundo e o Deus Sol ! AQUILO , como bem escreves não se explica , sente-se , tem-se ou .... não ! No jogo da 2ª mão ... 4-4 em Leverkusen num jogo que quando recordo me enche de arrepio ... Dasssssss !!!

B’ora ao Benfica???

Quem me conhece, sabe bem da minha afeição pelo glorioso Benfica.

Quem não conhece, não vale a pena pesquisar através desta característica… somos 6 milhões.

Nasci numa família pouco atenta a futebóis. Excepção feita ao meu avô paterno que era leão de lugar cativo, não havia o hábito de ver ou conversar sobre futebol, o meu pai, que nunca vi num estádio de futebol, tinha um fraco pela equipa com aquela espécie de gato na camisola, digo fraco porque um clube daqueles não alimenta sentimentos fortes, mas nunca passou do sofá.

Tendo vivido em Angola de 1965 a 72, não cresci por isso com a televisão por companhia, ouvia sim, bastante telefonia, o que aliás, ainda hoje acontece.
E o que nos traziam essas ondas mágicas, para além das notícias oficiais da guerra, dos Beatles, Nelson Ned e Roberto Carlos (de que ainda hoje sou fã!)?

Traziam, as inesquecíveis e gloriosas noites europeias do Benfica.

Assim me fiz benfiquista e passei a conhecer os outros membros da família, Ajax, Manchester, Milão, Inter, etc.
Ainda hoje me custa desperdiçar tempo a falar de futebol com adeptos do Guimarães, Rio Ave, Sporting, União de Leiria, etc. Desde cedo aprendi a reconhecer os outros grandes da Europa, como sendo os nossos verdadeiros adversários.
Com dez anos, chego à metrópole (adoro esta palavra!) e não encontrei quem partilhasse comigo este gosto. O meu grande companheiro desses primeiros anos, o João Belo, que bem conhecem aqui na Olivesaria, nunca se mostrou muito adepto de “clubíces”, creio até que em dado momento assumiu essa sua limitação e tornou-se adepto do tal clube do gato a armar ao pingarelho.

Para ver futebol, tinha de acompanhar o meu avô (um prazer!) e ir ao Estádio José Alvalade. Fui, inclusive sócio do clube. Recordo aqui a mágoa que senti quando foi desmantelado esse local onde vivi tantas glórias benfiquistas.
Conhecia bem Alvalade mas, aquele que era o meu estádio, népia…
Por esta altura, com 14 anos, “parava” no reino de Bafatá, partilhando com aquela “seita”, os muros, a rua, participava nas incursões por outros territórios olivalenses e competia nos seus “autódromos” de caricas.
Certa noite de muro, mais exactamente no dia de 29 de Setembro de 1976 (bela memória a…………..do Google!), alguém lançou:

B’ora ao Benfica???

Sem surpresa, a resposta afirmativa foi unânime. Casaco vestido, tostões no bolso para o 50, e “ala que se faz tarde”. Na Catedral, os mais batidos apontaram a rampa norte como objectivo. Chovia. Aí chegados, a entrada foi fácil, à Olivais, cada um de nós escolheu o seu “pai” ou “avô” adoptivo e com um; “Senhor, posso entrar consigo?”, tornávamo-nos “familiares” de circunstância e passávamos os porteiros.
Consumou-se desta forma, um desejo antigo, sentar-me no 3º anel e ver o Benfica jogar “na Luz”.
Confesso que, para além do inevitável Bafatá e do quase certo TóJó, não me recordo dos nomes dos outros Bafatás que apadrinharam esta “premiére”. Na eventualidade de existir por aí alguém que se recorde deste episódio e me avive a memória, aqui o Xai2 agradece.
Para quem possa interessar, aqui vai o “relatório” do jogo:


29 de Outubro de 1976
21:30
Estádio da Luz
BENFICA 0 – DÍNAMO DRESDEN 0
2ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus
Resultado da eliminatória: 0-2
Benfica eliminado (devemos ter sido roubados!)

Obrigado Bafatás….

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Olivais vs Infância

Uns dizem que foi mau, outros que foi bom e... ainda outros que nem por isso.
Todos concordam no entanto que não houve infância tão marcante quanto a vivida nos Olivais.
Em que outro sitio seriamos obrigados - lembrando o JoãoBelo - desde tenra idade, a aprender a sobreviver aos “ataques” dos indígenas bairros vizinhos.
Diz a Lobita, e bem, que não morremos todos várias vezes, simplesmente porque não e que diariamente fazíamos imensos disparates apenas porque sim.
Os Olivais nasceram de uma experiência, quanto a mim, errada, de misturar todo o tipo de gentes o que veio a provocar um nivelamento por baixo, claro, de todo o gentio que por lá cresceu.
Atenção Oliveiras, não me interpretem erradamente, por baixo, não implica necessariamente mau ou errado, mas simplesmente escusado. Imensos disparates e abusos sucederam e que, obviamente poderiam ou deveriam ter sido evitados.
Em que outro sitio se poderia dar largas á imaginação durante dias (anos) a fio?
Em nenhum outro lugar poderíamos ter a liberdade que tivemos.
Enfim, estava-se mesmo a vêr que bandos de miúdos, a solta durante todo o dia ( bairro dormitório para os pais) não podia acabar bem.
O que realmente penso, é que se criou um ambiente de solidariedade, amizade e camaradagem como em mais nenhum outro. Não tentem desmontar a teia existente entre as Oliveiras.
Quem passou anos naquele activo dolcefarniente sabe que aquela é, e sempre será a sua terra.
Assim se criou o Bairro dos Olivais, grande em tamanho e grandioso nas pessoas que por lá cresceram.